IA
É tudo tão rápido entre nósnem tenho tempo de percorrer o teu corpo todonem tenho um momento para tomar o peso do teu seioé tão passageira a ansiedade que me provoca o teu desejoés tão vertiginosa entre o princípio e o fimé tão desatento o teu olhar que não tenho memóriapara te guardar com os olhosé tudo tão rápido entre nóse tudo acontece no lado insuficiente da noitesem palavras sem promessas sem perguntastalvez porque o amor é um tema muito antigoe já desistimos de o compreender.
A forma como descreve a rapidez e a intensidade do desejo é envolvente e carrega uma sensualidade intensa, quase como se capturasse a efemeridade de um momento apaixonado. As imagens evocadas, como o peso do corpo e o olhar desatento, criam uma atmosfera de intimidade e urgência que é muito poderosa. É um convite a sentir a intensidade do amor e do desejo, mesmo que de forma passageira.
ResponderEliminarADORO essa bela expressão de erotismo.
Os momentos que marcam quando são entendidos com uma certa ligeireza.
EliminarÉ esquecer o tempo e acariciar o desejo, o amor....intensamente, livremente...
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
Assim se atribua importância ao momento.
EliminarUm abraço.
Há que compreender o que era no passado e agora no presente qualquer momento, será sempre diferente !A ponderação de julgar o outro é chave de tudo!
ResponderEliminarGostei e a foto ilustra o que digo!
Beijos e um abraço de bom dia
É verdade, não se pode analisar o passado à luz da realidade de hoje.
EliminarUm abraço.
Boa tarde, caro Amigo Poeta/Pintor/Fotógrafo
ResponderEliminarO poema em questão parece reflectir sobre a efemeridade das relações humanas, especialmente a fragilidade e rapidez dos encontros íntimos. O autor parece ser uma figura que observa a brevidade e a fugacidade do que é vivido, sem conseguir capturar ou reter a intensidade do momento. O uso de frases como "é tudo tão rápido entre nós" transmite a sensação de algo que escapa, que se perde antes de ser totalmente compreendido ou absorvido.
A referência ao corpo e ao desejo também aparece de maneira que sugere uma certa distância ou desconexão emocional, como se o físico fosse apenas um reflexo efémero de uma experiência que não consegue ser guardada. O olhar "desatento" e a impossibilidade de lembrar revelam essa incapacidade de reter algo tão fugaz, apesar da vontade de o fazer.
Por fim, o "lado insuficiente da noite", onde tudo acontece sem promessas ou palavras, enfatiza o vazio de uma busca por algo que já se mostra desiludido, uma tentativa de compreender o amor que, por ser "muito antigo", já não se explica, mas sim se vive de maneira fragmentada e sem respostas definitivas.
Este poema fala de uma solidão que se reflecte nas relações breves e inacabadas, talvez de alguém que, com o tempo, começa a perceber o quanto o entendimento do amor é algo imensurável e inalcançável.
A foto está muito agradável e em sintonia.
Um abraço
:)
A sua análise é profunda, o autor reflete sobre o que deixou escrito. Agradeço a demorada atenção dedicada ao meu escrito.
EliminarObrigado.
Um abraço.
Todo pasa muy rápido y sin darte casi cuenta. La vida hay que vivirla intensamente.
ResponderEliminarQue tengas un excelente día .
Se trata de disfrutar el momento y seguir adelante.
EliminarUn abrazo.
Tudo, mas tudo mesmo, tende a ser vertiginosamente rápido nos dias que correm, L. E não falo por mim, porque reconhecendo a minha extrema lentidão, não recorro a ela para avaliar o peso dessa velocidade no Outro. Observo-a, observo os seus efeitos no/s outro/s e vejo que este particular período de transição acelerou demasiado em relação a todos os anteriores e sucessivos períodos de transição criados e vivenciados pela nossa humana espécie.
ResponderEliminarO impulso de um momento pode ter uma tremenda força e isso sempre assim foi, é naturalíssimo... O problema, agora, é que ninguém tem tempo para preparar o salto entre um momento e o que imediatamente se lhe segue. Vamos, ou melhor, a maioria de nós vai estatelar-se muito antes de chegar ao fim desta maratona que teimamos em percorrer no tempo record da corrida de cem metros.
Esse seu coração voa, enquanto o meu, remendado, continua a conversar serenamente com a razão que, ainda que ligeiramente desmemoriada, não está tão empenada quanto ele.
Esta é a minha leitura imediata, a primeira que me ocorreu ao ler este seu excelente poema. Tinha de a deixar aqui antes de me render completamente ás leituras da Teresa e da Piedade Sol que são fabulosamente intimistas, em vez de abrangentes e sociais, como a minha.
Um abraço!
PS - Creio que, por aqui, a Razão está a tentar reanimar o Coração remendado.
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Deslumbro-me com os comentários das/os minhas/eus leitoras/es. As coisas que descobrem no que deixo escrito é tão interessante que me ponho a reler o que escrevi. Este é o caso e como a Maria João bem diz as análises têm facetas diferentes e são muito iluminadas pela inteligência das comentadora, digo eu.
EliminarUm abraço.
Por vezes
ResponderEliminaro desamor
te inspira
e sai
um
belo poema
Há dias com mais aptidão para a "coisa".
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