Vou desenhar a dor
disse o artista
sentiu que a dor lhe tomava conta dos dedos
era fraca ___ ainda ___ aquela dor
o artista acolheu a sua dor como o acto criativo
temente de que não fosse suficientemente rápido
para lançar no suporte a dor que tomava forma
no seu corpo as suas mãos brilharam
como artista pensou na sua dor
como uma flor a despontar sobre o branco
e disse
que a cor seja negra
e pintou de negro a sua dor que aos poucos
se fez fogo nas entranhas do artista ___
___ e pensou
é sob este fogo que o escultor trabalha o mármore
e o poeta alinha as palavras
tocai músicos
as labaredas com que ardem os artistas na sua dor
disse o artista.
É de uma beleza estranha mas indiscutível, esta dor, L.
ResponderEliminarUm forte abraço!
Alguns sentem.
EliminarUm abraço.
Paso para desearte un ¡Feliz Año Nuevo!
ResponderEliminarUn abrazo, Nubes.
Te deseo un feliz Año Nuevo y que el 2026 sea un año de felicidad.
EliminarAbrazos.
A dor pode ter qualquer cor....manifesta-se alto ou silenciosamente...o encontro entre o negro e o vermelho em conflito...
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
A dor pode ser momentânea e desencadear o acto criativo.
EliminarUm abraço.
A dor da criatividade é um consolo para o artista.
ResponderEliminarCaro Poeta/Pintor
ResponderEliminarNeste poema, a dor não é obstáculo, mas matéria-prima.
O artista acolhe-a como gesto inaugural do acto criativo, deixando que ela passe do corpo à obra.
A cor negra, o fogo, o mármore e a música surgem como linguagens irmãs de uma mesma combustão interior: criar é arder.
O poema revela, com intensidade contida, essa zona incandescente onde a dor se transforma em forma, e onde todos os artistas, pintor, escultor, poeta, músico se reconhecem cúmplices.
Bom Ano !
:)
O último parágrafo do seu comentário é tocante. Há uma fusão entre os artistas quando cruzam as suas obras ou apreciam as dos outros artistas
EliminarUm abraço.
Boa passagem de Ano que 2026 seja um ano feliz para si.