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Fiz-te renascer no som das palavras 
na emergência da queda das pálpebras 
fiz-te renascer com o punho-memória
deslizando sobre
o papel
a casa
a cama
a luz
o perfume 
a cor 
fiz-te renascer ___ depois acordei 
com o bater das asas de uma ave

eras tu que partias. 


 



8 comentários:

  1. A recriminação - sinto-a logo a seguir às dádivas de renascimento... - por aquele levíssimo bater de asas...
    Poema belíssimo, L.

    Um abraço!

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  2. Bonito poema.
    Quantas tempestades causadas por um simples bater de asas...
    Um abraço.
    https://rabiscosdestorias.blogspot.com

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  3. Qualquer partida é dura...pior quando não há qualquer explicação e se deixa dor espalhada...
    Beijos e abraços
    Marta

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  4. Nem sempre o acolhimento se torna duradouro.
    Abraço de amizade.
    Juvenal Nunes

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