Imagem de ChatGPT 



Outrora era nunca mais
e a nespereira do meu quintal 
que se negava
até que um dia
foi num domingo
a vontade dela casou com a minha
foi a prova absoluta
de que estava viva. 


 

8 comentários:

  1. Leio uma celebração da vida que, ao romper a distância entre desejo e realidade, confirma a vitalidade do eu através de um encontro humilde, porém definitivo, com a natureza e com o tempo.

    A imagem de hoje sintoniza admiravelmente com a idílica natureza.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O primeiro encontro pessoal com a natureza, satisfatório e inesquecível.

      Eliminar
  2. Às vezes, tudo o que é preciso é sossegar a alma, o corpo e simplesmente observar...
    Beijos e abraços
    Marta

    ResponderEliminar
  3. Boa tarde Poeta,
    A natureza vive e alimenta-nos com a sua seiva no tempo oportuno.
    Abraço e bom fim de semana.
    Emília

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A natureza é nossa amiga, mas vingativa quando a tratamos mal.
      Um abraço.

      Eliminar
  4. O poema, com tom quase de fábula pessoal, revela o instante em que o tempo parece interromper-se para revelar uma verdade íntima. A nespereira do quintal aparece como símbolo de desejo, de vida que se recusa, de beleza que se mantém à distância. A árvore regressa como presença difícil, talvez por medo, timidez ou obstinação do próprio mundo. A nespereira não é meramente cenário; torna-se testemunha do eu que desperta, da memória que se ancora na concretude de um dia de domingo, da alegria que não precisa de grandiosidades para existir.
    Abraço carinhoso da aldeia do Düssel.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Uma árvore, minha íntima, durante os anos de criança. Nunca me desiludiu.
      Um abraço, também, desta aldeia chamada Portugal.

      Eliminar