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Um homem imagina um assassíniopensa no momento da sua acção vezes sobre vezesrecomeça em pormenorpensa que já afiou o fio da arma dez vezesestá sentado a uma mesa em camisola de alçasfolheia o jornal sem se deter em nadafuma um cigarro feito à mão por elelevanta-se apressado como se tivesse tomado uma decisãoveste-se de camisa branca calça os sapatos em pé calcando-ostem um boné branco que usa sempresenta-se de novo à mesa com a cabeça entre as mãosno silêncio o ruído do caruncho a comer a mesalentamentelentamentelentamenteo telefone toca o homem pega nele com maus modosnão fala ___ ouvepai já és avôo homem dizsim vou já para aídeixa-se ficar sentado e acende outro cigarrofaz-se noite e escurece até ao negroem fundo ouve-se Joyce DiDonato.
Caras/os leitoras/es
Após quatro anos de tributo à poesia
dia a seguir a dia
a seguir a dia
a seguir a dia
com a caneta numa mão
e o resto do dia na outra mão
vou pousar a caneta
os meus textos continuarão o tributo à poesia
aqui
às quartas-feiras e aos domingos
ou seja
no primeiro minuto de quarta e de domingo.
Espero continuar a merecer a Vossa fidelidade
sem a qual este espaço não merece existir.
Obrigado

Às vezes, o silêncio é a melhor resposta para algo que toca o coração.
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