Imagem de Menudos peques
O feto de oito meses escutao estrondo das bombaso choro das mulheresos gritos das criançasos homens andam na guerranão falamnão choramnão gritamexcepto quando morremo feto de oito meses tem um mêspara se habituar à ideiade que pode morrer.

Um feto de oito meses antecipa a morte:
ResponderEliminaro horror da guerra,
silêncio forçado,
e a ideia de morrer torna-se parte de sua percepção ainda em gestação.
Poema que impressiona moralmente,
abala,
comove;
emocionante.
A morte é certa em cenários de guerra, pode até ser morte à nascença.
EliminarA morte é inevitável em cenários de guerra; chega sem avisar, às vezes pronta desde o nascimento.
EliminarQue as vozes que clamam por paz não se calem, que a humanidade se lembre de lutar pela vida e pela dignidade de cada pessoa.
A realidade cruel...num silêncio que estilhaça a alma..
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
Inúmeras zonas do mundo são zonas de guerra.
EliminarUm abraço.
Uma verdade tão real que me comovi!
ResponderEliminarBeijos e um bom dia!
O homem ainda se encontra em estado quase selvagem, alguns em estado irracional.
EliminarUm abraço.
Compreendo a simbologia mas pode morrer mesmo antes de nascer, infelizmente é assim, há bebés que nascem sem vida e outros que morrem ainda em gestação. Sair vivo de um parto já é uma vitória, um sinal de que vem à luta. Mas é-se desigual logo à nascença porque uns ouvirão essas bombas bem longe de si e outros muito perto.
ResponderEliminarA desigualdade cresce em todo o mundo.
EliminarUm abraço.
Caro Poeta/Pintor
ResponderEliminarEste poema impressiona pela crueza contida e pela economia de palavras.
A escolha do feto de oito meses como ponto de escuta é devastadora: a vida ainda por nascer já condenada a aprender o medo antes da esperança.
O contraste entre o ruído da guerra e o silêncio dos homens, que só “falam” ao morrer ,intensifica a denúncia e retira qualquer heroísmo ao conflito.
O último verso é particularmente perturbador, porque transforma o tempo de espera pelo nascimento num tempo de aprendizagem da morte.
Um poema duro, lúcido e necessário, que não grita ,mas ecoa.
:)
Muito esclarecedor este seu comentário, ele reforça a ideia da tragédia em que muitos seres humanos se encontram.
EliminarObrigado.
Um abraço.
Ao ler tudo isso
EliminarApenas comento
Que bom ter sido feto
No ano do armistício
Igualmente.
EliminarUm feto de oito meses (ou de nove, tanto faz) não tem ideias. Terá?!
ResponderEliminarNão sabemos mas a poesia é liberdade para imaginar.
EliminarUm abraço.