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Ser poeta não é uma ambição minha.É a minha maneira de estar sozinho.Alberto Caeiro
Na verdadetenho o silêncio sentado ao meu ladoé por isso que não faloafinal o silêncio é nadapor isso escrevoo que existe mesmo
na lonjura que toda a realidadeganha na construção do solitário
são as duas laranjas ao fundo
da minha oficina de poesia.

Ser poeta não é uma ambição; é o silêncio que escolhe falar.
ResponderEliminarÉ a solidão que, em vez de doer, transforma o tempo em voz, o vazio em margem para o sonho e, escolha aberta de saborear laranjas 🍊
Gostei deste seu comentário, é uma boa definição.
EliminarA solidão conta muitas histórias, tem muitas vozes....e o poeta escreve como a sente...
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
Quando a solidão fala tenta anular-se a ele própria.
EliminarUm abraço.
La soledad y el silencio son habladores. Me gusta un montón.
ResponderEliminarUn abrazo, Nubes Blancas Negras.
Así que aprendamos a dialogar con la soledad y el silencio.
EliminarAbrazos.
Gostei deste poema que te define como muito solitário, mas com uma vontade de algo presente e audível. Já agora pergunto as laranjas falaram? huuuuuum não sei não:)
ResponderEliminarUm abraço sincero e respeitador!
Uma das laranjas já não existe.
EliminarUm abraço também.
Caro Poeta/Pintor
ResponderEliminarEste poema habita o intervalo entre o silêncio e a palavra.
Parte da solidão como espaço de criação e encontra, num gesto quase doméstico, a matéria essencial da poesia.
As “duas laranjas ao fundo da oficina” funcionam como âncoras do real, pequenas presenças luminosas que justificam a escrita quando tudo o resto se dissolve no silêncio.
E a foto além da criatividade ficou muito bem para o poema.
Boa semana.
:)
É com agrado que sempre recebo os seus textos interpretativos o que me estimula a fazer a leitura do que escrevi. Sempre interessante.
EliminarUm abraço.