Foto de Daniel Filipe Rodrigues



A passividade
como forma de se manter a vida inalterável 
é a forma de ser vivo-morto
no mundo em constante alteração.




12 comentários:

  1. A passividade, como forma de manter a vida inalterável, funciona aqui quase como um paradoxo: ao tentar evitar mudanças, transformamo-nos, de certo modo, em seres de vida adormecida, ou seja, vivos-mortos.
    O mundo é, inevitavelmente, mutável; quem se recusa a ajustar-se a essas mudanças arrisca perder a vitalidade que define a existência humana.
    A fotografia do primogénito é lindíssima.

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    1. Não sejamos passivos mas, temos de ser activos contrariando a normalização de certas mudanças.

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    2. Passividade pode ser uma estratégia de autoproteção frente a choques, mas, a longo prazo, compromete o crescimento e a capacidade de responder a novas situações. A vida, para se manter viva, depende da capacidade de adaptação, da coragem de enfrentar o desconforto e de escolher, conscientemente, o que vale a pena manter e o que pode ser deixado ir. A inércia pode parecer estável, mas é uma ilusão que impede o florescimento de novas possibilidades, relações e sentidos.

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    3. Estou de acordo, só contesto a palavra "adaptação" com todo o significado que comporta.

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  2. Um mar algo tempestuoso captado maravilhosamente.
    E o céu nele se espelha, como dizia Fernando Pessoa.
    Assim, nós, com as nossas alterações e mudanças de
    humor..
    Um abraço
    Olinda

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  3. Tudo vai mudando com o tempo e, por isso, temos que nos adaptar.
    Se assim não o fizermos, ficamos para trás.
    Boa semana.
    Um abraço.

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    1. A adaptação é precisamente a imobilidade. Há mudanças que não devem ser normalizadas.
      Boa semana.
      Um abraço.

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    2. Concordo plenamente: há mudanças que não devem ser normalizadas.

      Um abraço, L.

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    3. Estamos nessa!!!!! Como dizem os brasileiros.
      Um abraço.

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  4. Bom aviso
    Mas eu, sem estar no gozo
    chamo "zombie"
    ao que chamas vivo-morto

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