Ao ser levado pelos homens de uniforme, ele é substituído na sua jaula por uma pantera jovem e vigorosa, simbolizando a preferência do público pela vitalidade selvagem em vez da complexidade e do sofrimento artístico.
Quando estava internada em pneumologia, não tinha outro remédio senão ver o único canal que o televisor disponibilizava - TVI - e recordo-me perfeitamente de ouvir, em notícia, que um velho Pai Natal, tendo cometido o erro de fumar um cigarro no seu curto tempo de pausa, iria ser substituído por uma jovem "influencer" empática e dinâmica. A pantera...
Um poema curto e incisivo, onde a ironia dói mais do que grita. Entre o aplauso pedido e o silêncio imposto, fica a pergunta desconfortável: quem decide o que é arte e quem merece liberdade? ....
Boa tarde Caro Poeta/Pintor Com poucos versos, o poema expõe a fragilidade de quem cria num mundo que confunde sensibilidade com desvio. Um final seco, quase cruel, que nos obriga a reler desde o início com outro peso. Gostei da imagem de suporte. Bom fim-de-semana. :)
Bem sei.
ResponderEliminarAssim termina esse livro.
Escrito!
Não terminou, o artista conseguiu fugir.
EliminarAo ser levado pelos homens de uniforme, ele é substituído na sua jaula por uma pantera jovem e vigorosa, simbolizando a preferência do público pela vitalidade selvagem em vez da complexidade e do sofrimento artístico.
ResponderEliminarO sofrimento artístico é o sangue que faz viver os artistas.
EliminarComo se fosse uma coisa velha, inútil... e não digna de ser ouvido, das suas palavras serem apregoadas ao Vento...
ResponderEliminarIncomoda...
Beijos e abraços
Marta
A arte não muda o mundo.
EliminarUm abraço.
Faço minhas as palavras da Teresa, L.
ResponderEliminarQuando estava internada em pneumologia, não tinha outro remédio senão ver o único canal que o televisor disponibilizava - TVI - e recordo-me perfeitamente de ouvir, em notícia, que um velho Pai Natal, tendo cometido o erro de fumar um cigarro no seu curto tempo de pausa, iria ser substituído por uma jovem "influencer" empática e dinâmica. A pantera...
Um abraço!
Os artistas, hoje, são um grupo dispensável, situação criada pelo "liberalismo" que nos governa.
EliminarUm abraço.
O meu comentário é uma referência à história „Ein Hungerkünstler“ de Franz Kafka.
EliminarObrigado 👍
EliminarUm poema curto e incisivo, onde a ironia dói mais do que grita.
ResponderEliminarEntre o aplauso pedido e o silêncio imposto, fica a pergunta desconfortável: quem decide o que é arte e quem merece liberdade?
....
A arte é uma actividade com algum risco.
EliminarNão se ouviram os aplausos...
ResponderEliminarSerá que o ajudaram a viver?...
Um abraço e bom fim de semana.
https://rabiscosdestorias.blogspot.com
Vamos andando.
EliminarBom fim de semana.
Um abraço.
Boa tarde Caro Poeta/Pintor
ResponderEliminarCom poucos versos, o poema expõe a fragilidade de quem cria num mundo que confunde sensibilidade com desvio.
Um final seco, quase cruel, que nos obriga a reler desde o início com outro peso.
Gostei da imagem de suporte.
Bom fim-de-semana.
:)
Com frequência o artista é entendido como um ser sem equilíbrio.
EliminarBom fim de semana.
Um abraço.