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“Que utilizar senão palavras,
para destruir o falso prestígio
das palavras?”
René Huygheem Diálogo com o Visível
Um homem está sentado à mesa de uma sombria tabernasobre o tampo de mármore um pão e um copo de vinhoum corvo atravessa por debaixo da mesa e grasnapara o homem que suporta a cabeça na mão esquerdacom o cotovelo sobre o mármore frioo homem esqueceu a sua família e o seu próprio nomeele acha que é difícil ser pessoanaquele dia opaco o Sol lançou-se através das nuvenscontra um vidro da taberna e quebrou as trevasum raio brilhante iluminou o pão e o vinho sobre a mesao homem com emoção teve a certeza de que Deussabia o seu nome.

Beleza no dialogo com o visível.
ResponderEliminarUm homem perdido encontra sentido ao recordar que Deus sabe quem é.
O corvo simboliza angústia; a luz do raio rompe a escuridão e revela o pão, o vinho e a identidade esquecida.
Final tranquilizador: o divino reconhece-o.
O homem reconhece-se a si próprio embora já não saiba quem é.
EliminarDeus sabe o nosso nome...mesmo que os outros o esqueçam...a luz atravessa as trevas... e o sentido volta a encontrar-se...
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
O sol deve iluminar todos.
EliminarUm abraço.
Deus desce com sabedoria por um raio de sol. Tanto foi esquecido, mas num raio de sol veio uma certeza. Talvez ele procure a sombra de novo, na penumbra, o sol encandeia:)
ResponderEliminarO humano precisa de acreditar e ter sentimento de pertença.
EliminarDiálogo intimista, em que a fraqueza do ser encontra a sua melhor
ResponderEliminarexpressão. Se Deus nos reconhece e sabe o nosso nome, então,
ainda poderemos crer em dias melhores.
Um abraço
Olinda
Nós ainda não sabemos ao certo o nome Dele e se Ele existe.
EliminarUm abraço.
Bom dia
ResponderEliminarDepois de ler o poema, e dos comentários, só me resta dizer:
Soberbo, parabéns !
JR
Sempre simpáticos os seus comentários... são um alento para o autor.
EliminarObrigado.
Um abraço.
Boa tarde Caro Poeta/Pintor
ResponderEliminarO poema constrói uma cena de grande sobriedade e densidade simbólica, onde o quotidiano mais cru se cruza com uma súbita epifania. O pão e o vinho, iluminados pelo rasgo de luz, tornam-se mais do que objectos: são sinais de reconhecimento e de pertença.
No esquecimento de si e do mundo, o homem reencontra-se num instante simples, quase místico, onde sentir que Deus sabe o seu nome é, afinal, voltar a existir.
A imagem embora seja de IA está em sintonia com o poema.
Belo trabalho poético.
Boa semana com saúde.
:)
Perfeita a sua interpretação. O homem na sua solidão sentiu-se acompanhado.
EliminarUm abraço.
Entre a sombra da taberna e o clarão inesperado, o poema fala da solidão humana e da necessidade profunda de ser visto.
ResponderEliminarO corvo, o mármore frio, o esquecimento do nome contrastam com a luz que incide sobre o pão e o vinho, num gesto silencioso de salvação.
Um poema que sugere que, mesmo nos dias opacos, basta um instante para quebrar as trevas...
Teremos instantes de esperança até à falta desse instante que ... será um dia.
EliminarDeus sabe o nome de todos nós
ResponderEliminarapenas se esqueceu
do seu
E o homem come-lhe o corpo e delicia-se com o seu sangue, perante a cumplicidade de um voo e de um grasnar...
O homem inventou Deus e todos os dias se inventa a si próprio.
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