Essa reflexão poderosa lembra-me o niilismo de certos autores que veem a literatura como uma tentativa vã de organizar o caos. A imagem desta noite é um mimo.
Essa é uma perspectiva sobre o isolamento da arte e a indiferença do real. O poeta toca num ponto nevrálgico: a poesia muitas vezes parece um circuito fechado, onde o emissor e o receptor são a mesma substância. Se "olhar o mundo" é o antídoto para a dúvida, o que se vê é que a natureza e os deuses operam por leis brutas, não por rimas. A ideia da poesia como um "castigo" para os seus inventores sugere que o poeta é aquele condenado a tentar dar sentido ou beleza a algo que, na sua essência, é apenas funcional e indiferente.
Fico esmagado pela erudição do seu comentário. Estou a falar verdade. Aceito contente que o meu texto lhe tenha suscitado tal reflexão o que quer dizer que talvez haja uma mensagem, algo válida, no que deixei escrito.
Algum dia, recebo outro raspanete da sua leitora anónima. Eu sei que sou muito chata, porque leio os trechos literários com a mente e não com o coração.
Nem todos compreendem a poesia...mas a mensagem está lá, dada, na minha opinião, de forma subtil....talvez seja por isso que fique isolada, encurralada...à espera de novos deuses... Beijos e abraços Marta
Podem mesmo ter sido os poetas a inventar os deuses, ou a contribuir para a sua disseminação no real. Mas, se a poesia é o que existe de mais próximo da verdade, então, quem sabe, os deuses não sejam apenas uma criação necessária ao homem. É um facto, o poema não interessa a todos e nem sequer à maior parte dos homens. E há aqueles a quem interessa mas escorre-lhes pela veste, nunca entranha; ora parece-me que mais do que analisá-la importa vivê-la, interná-la. Bom Dia
Não estou convencido de que a poesia é o que está mais próximo da verdade. A poesia é imaginação, descoberta, expressão do que não é visível. O poema é para consumo dos que o cozinham e dos que se sentam à mesa e gostam. Uns voltam, outros não. Um abraço.
Provavelmente faz mais sentido viver, internar a POESIA do que analisá-la. Penso que, para isso, é necessária uma veia poética, coisa que eu não possuo.
Essa reflexão poderosa lembra-me o niilismo de certos autores que veem a literatura como uma tentativa vã de organizar o caos.
ResponderEliminarA imagem desta noite é um mimo.
O caos depois a ordem e de novo o caos. Como nascer, viver e depois morrer.
EliminarEssa é uma perspectiva sobre o isolamento da arte e a indiferença do real. O poeta toca num ponto nevrálgico: a poesia muitas vezes parece um circuito fechado, onde o emissor e o receptor são a mesma substância. Se "olhar o mundo" é o antídoto para a dúvida, o que se vê é que a natureza e os deuses operam por leis brutas, não por rimas. A ideia da poesia como um "castigo" para os seus inventores sugere que o poeta é aquele condenado a tentar dar sentido ou beleza a algo que, na sua essência, é apenas funcional e indiferente.
EliminarFico esmagado pela erudição do seu comentário. Estou a falar verdade. Aceito contente que o meu texto lhe tenha suscitado tal reflexão o que quer dizer que talvez haja uma mensagem, algo válida, no que deixei escrito.
EliminarAlgum dia, recebo outro raspanete da sua leitora anónima.
EliminarEu sei que sou muito chata, porque leio os trechos literários com a mente e não com o coração.
Aceito de bom grado todos os comentários. Agrada-me que reflitam sobre o que escrevo e que isso me seja dito.
EliminarNem todos compreendem a poesia...mas a mensagem está lá, dada, na minha opinião, de forma subtil....talvez seja por isso que fique isolada, encurralada...à espera de novos deuses...
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
Estamos todos sempre à espera de alguma coisa.
EliminarUm abraço.
Podem mesmo ter sido os poetas a inventar os deuses, ou a contribuir para a sua disseminação no real. Mas, se a poesia é o que existe de mais próximo da verdade, então, quem sabe, os deuses não sejam apenas uma criação necessária ao homem.
ResponderEliminarÉ um facto, o poema não interessa a todos e nem sequer à maior parte dos homens. E há aqueles a quem interessa mas escorre-lhes pela veste, nunca entranha; ora parece-me que mais do que analisá-la importa vivê-la, interná-la.
Bom Dia
Não estou convencido de que a poesia é o que está mais próximo da verdade. A poesia é imaginação, descoberta, expressão do que não é visível. O poema é para consumo dos que o cozinham e dos que se sentam à mesa e gostam. Uns voltam, outros não.
EliminarUm abraço.
Provavelmente faz mais sentido viver, internar a POESIA do que analisá-la.
EliminarPenso que, para isso, é necessária uma veia poética, coisa que eu não possuo.
Algumas das suas publicações não confirmam essa falta de veia.
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