Se a falta de cor é a da foto, é muito bonita. "Horas fundas" esperarei pelo sol e pela cor que pinta nos dias. O inverno é um esforço de viver, letargia de quase morte. E, contudo, tem a sua beleza. Bom Dia
A neutralidade da cor cinzenta tem o brilho intenso da urgência dos dias em que desejamos regressar à casa onde nascemos. Tudo de bom, meu Amigo Luís. Um beijo.
Boa tarde Caro Poeta/Pintor Há aqui um poeminha que sabe exactamente o que é. E isso não é pouco. O verso de abertura. “Hoje não há cor” é seco, directo, quase um diagnóstico. Não dramatiza, constata. E isso cria um chão firme para tudo o que vem depois. O cinzento nostálgico não é só visual: é emocional, é memória cansada, é um passado que não dói em agudo, mas pesa. “comemos o dia às fatias” é, para mim, o verso mais forte do poema. Há desgaste aí, rotina mastigada sem fome, sobrevivência em vez de vida. Não se vive o dia inteiro, consome-se, parcela-se, aguenta-se. A seguir, “uma acidez negra” entra quase como um refluxo da alma. É um sabor, não uma ideia. E termina com “adoece em nós”, que fecha o poema para dentro, sem explicações, sem moral. Não é o mundo que adoece: somos nós que o digerimos mal. É um poema breve, mas coerente no tom, na imagem e no sentimento. Não tenta ser bonito , é honesto. E dias assim pedem exactamente isso: palavras que não se esforçam para brilhar. E já dizia Fernando Pessoa: "Cada dia é o que é, e nunca houve outro igual no mundo" E este poema soube ser exactamente o dia que era. Contudo também posso concluir, que não sei se me alonguei e a minha interpretação, está fora de sentido. Mas acho que cheguei lá. Boa semana dentro do possível, que dói ver o nosso País como está. :)
Metaforicamente descreve uma zona cinzenta, neutralidade, falta de cor e de vitalidade.
ResponderEliminarFotografia lindíssima do inverno ❄️ frio e branco.
Nem mais.
EliminarSe a falta de cor é a da foto, é muito bonita.
ResponderEliminar"Horas fundas" esperarei pelo sol e pela cor que pinta nos dias. O inverno é um esforço de viver, letargia de quase morte. E, contudo, tem a sua beleza.
Bom Dia
O Inverno é desmotivador.
EliminarUm abraço.
O cinzento pode ser deprimente....mas vive...e é possível encontrar aí beleza...
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
Estar vivo já é uma grande coisa, concordo.
EliminarUm abraço.
A neutralidade da cor cinzenta tem o brilho intenso da urgência dos dias em que desejamos regressar à casa onde nascemos.
ResponderEliminarTudo de bom, meu Amigo Luís.
Um beijo.
Desejamos o sol.
EliminarBoa semana.
Um abraço.
Desminto!
ResponderEliminarHoje uma leve luz
acendeu num céu invernoso
lembrando-me a alma
que a esperança existe
Só se foi aí para essa zona, aqui é uma tristeza.
EliminarBoa tarde Caro Poeta/Pintor
ResponderEliminarHá aqui um poeminha que sabe exactamente o que é. E isso não é pouco.
O verso de abertura. “Hoje não há cor” é seco, directo, quase um diagnóstico. Não dramatiza, constata. E isso cria um chão firme para tudo o que vem depois. O cinzento nostálgico não é só visual: é emocional, é memória cansada, é um passado que não dói em agudo, mas pesa.
“comemos o dia às fatias” é, para mim, o verso mais forte do poema.
Há desgaste aí, rotina mastigada sem fome, sobrevivência em vez de vida. Não se vive o dia inteiro, consome-se, parcela-se, aguenta-se.
A seguir, “uma acidez negra” entra quase como um refluxo da alma. É um sabor, não uma ideia. E termina com “adoece em nós”, que fecha o poema para dentro, sem explicações, sem moral.
Não é o mundo que adoece: somos nós que o digerimos mal.
É um poema breve, mas coerente no tom, na imagem e no sentimento. Não tenta ser bonito , é honesto. E dias assim pedem exactamente isso: palavras que não se esforçam para brilhar.
E já dizia Fernando Pessoa: "Cada dia é o que é, e nunca houve outro igual no mundo"
E este poema soube ser exactamente o dia que era.
Contudo também posso concluir, que não sei se me alonguei e a minha interpretação, está fora de sentido.
Mas acho que cheguei lá.
Boa semana dentro do possível, que dói ver o nosso País como está.
:)
Isto pesa, a vida pesa. Aprecio muito estes seus textos, valiosos, falam tanto e tão completamente que me surpreendo. Muito obrigado.
EliminarUm abraço.