Foto do autor do texto tomada do documentário VIDA SELVAGEM
Escuto a roda dentada do tempo
encontro-me dente a dente dentro da noite
um pêndulo no seu vai-e-vem expulsa-me do dia
e ali fico a ouvir os nomes dos que perdi
até ser de novo dia
de novo noite
até a luz caber toda no poema
dedicado aos que percorrem a Via-Sacra.

Esse poema carrega uma melancolia profunda, quase mecânica, sobre a inevitabilidade do tempo e o peso da memória. A imagem da "roda dentada" sugere que o tempo não apenas passa, mas nos tritura e nos engrena no seu movimento incessante.
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