Pão da autoria do padeiro do costume
Nem sempre fui compreensivonem sempre fui conciliadornem sempre fui económico nas palavrasnem sempre fui amantenem sempre fui o que se esperava de mimnem sempre fui amigo do meu corponem sempre fui morto quando desejavapor tudo isto estou prontopara cumprir a minha penae para repartir convosco o meu pão.

Essa ultima frase do poema evoca o espírito de comunhão, generosidade e partilha.
ResponderEliminarFaço os possíveis.
EliminarBoa tarde Caro Poeta/Pintor
ResponderEliminarGostei muito deste poema pela forma despojada e sincera com que nos apresenta um percurso de vida. A repetição de "nem sempre fui" funciona como uma espécie de exame de consciência, onde o autor reconhece as suas fragilidades, os seus desencontros e as suas imperfeições sem procurar desculpas ou justificações.
Há uma grande humanidade nestes versos, porque ninguém é sempre compreensivo, conciliador ou aquilo que os outros esperam de si. O poema recorda-nos que a condição humana é feita de falhas, contradições e aprendizagens.
Por isso, a confissão que aqui encontramos não soa a lamento, mas antes a um ato de honestidade e maturidade.
Gostei particularmente do final. A disposição para "cumprir a minha pena" revela a aceitação das consequências dos próprios atos, enquanto a vontade de "repartir convosco o meu pão" introduz uma nota de generosidade, partilha e reconciliação. Entre a responsabilidade assumida e a comunhão oferecida, o poema encerra uma bela reflexão sobre a forma como nos relacionamos connosco e com os outros.
Um texto simples na aparência, mas rico em significado e profundamente humano.
Boa semana,com muita saúde e paz.
:)
Nem eu, como autor do texto, seria capaz de explicar tão bem o conteúdo do que ficou escrito. No fundo, somos pessoas comuns e convém lembramo-nos disso de vez em quando, fica assumido publicamente.
EliminarSaúde também para si. Um abraço.
gostei muito deste poema pela sua simplicidade e sinceridade.
ResponderEliminara enumeração das imperfeições humanas conduz-nos a uma reflexão sobre a aceitação de nós próprios e das nossas falhas.
o final, entre a pena assumida e o pão repartido, transmite uma bela ideia de responsabilidade, humildade e partilha....
O autor mostra-se por entre as palavras.
EliminarBoa noite Poeta,
ResponderEliminarGostei imenso do seu poema em que se revela nas suas "imperfeições" inerentes à condição humana.
Mas o belo é a sua humildade, como que a redimir-se, partilhando o seu pão.
Nunca é tarde para a redenção!
Beijinhos.
Emília
Temos de contar com a compreensão dos outros. Somos humanos.
EliminarUm abraço.
Somos todos imperfeitos e reconhecer é forma que usamos para reconciliar consigo mesmo.
ResponderEliminarE 'aquele que divide o pão' é abençoado mesmo que não se confesse.
Portanto , o poema cumpriu !
meu abraço ,querido amigo.