Pão da autoria do padeiro do costume



Nem sempre fui compreensivo
nem sempre fui conciliador 
nem sempre fui económico nas palavras 
nem sempre fui amante
nem sempre fui o que se esperava de mim
nem sempre fui amigo do meu corpo
nem sempre fui morto quando desejava

por tudo isto estou pronto
para cumprir a minha pena
e para repartir convosco o meu pão. 

 


 

9 comentários:

  1. Essa ultima frase do poema evoca o espírito de comunhão, generosidade e partilha.

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  2. Boa tarde Caro Poeta/Pintor
    Gostei muito deste poema pela forma despojada e sincera com que nos apresenta um percurso de vida. A repetição de "nem sempre fui" funciona como uma espécie de exame de consciência, onde o autor reconhece as suas fragilidades, os seus desencontros e as suas imperfeições sem procurar desculpas ou justificações.
    Há uma grande humanidade nestes versos, porque ninguém é sempre compreensivo, conciliador ou aquilo que os outros esperam de si. O poema recorda-nos que a condição humana é feita de falhas, contradições e aprendizagens.
    Por isso, a confissão que aqui encontramos não soa a lamento, mas antes a um ato de honestidade e maturidade.
    Gostei particularmente do final. A disposição para "cumprir a minha pena" revela a aceitação das consequências dos próprios atos, enquanto a vontade de "repartir convosco o meu pão" introduz uma nota de generosidade, partilha e reconciliação. Entre a responsabilidade assumida e a comunhão oferecida, o poema encerra uma bela reflexão sobre a forma como nos relacionamos connosco e com os outros.
    Um texto simples na aparência, mas rico em significado e profundamente humano.
    Boa semana,com muita saúde e paz.
    :)

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    1. Nem eu, como autor do texto, seria capaz de explicar tão bem o conteúdo do que ficou escrito. No fundo, somos pessoas comuns e convém lembramo-nos disso de vez em quando, fica assumido publicamente.
      Saúde também para si. Um abraço.

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  3. gostei muito deste poema pela sua simplicidade e sinceridade.
    a enumeração das imperfeições humanas conduz-nos a uma reflexão sobre a aceitação de nós próprios e das nossas falhas.
    o final, entre a pena assumida e o pão repartido, transmite uma bela ideia de responsabilidade, humildade e partilha....

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  4. Boa noite Poeta,
    Gostei imenso do seu poema em que se revela nas suas "imperfeições" inerentes à condição humana.
    Mas o belo é a sua humildade, como que a redimir-se, partilhando o seu pão.
    Nunca é tarde para a redenção!
    Beijinhos.
    Emília

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    1. Temos de contar com a compreensão dos outros. Somos humanos.
      Um abraço.

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  5. Somos todos imperfeitos e reconhecer é forma que usamos para reconciliar consigo mesmo.
    E 'aquele que divide o pão' é abençoado mesmo que não se confesse.
    Portanto , o poema cumpriu !
    meu abraço ,querido amigo.

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