Depois de
“Um Chá no Deserto"
de Bernardo Bertolucci

 

Há lágrimas em frente ao deserto 
mente-se com o mesmo fervor
com que se fala verdade
o deserto é ___ ali mesmo
atrás já não há nada
o chão foi-se comendo a ele próprio 
somos o vómito da terra
que nos há-de engolir de novo

ficou tudo azul
é a agonia
Tânger já não existe
dizem. 


 




14 comentários:

  1. O deserto da vida, das emoções...há um ponto na vida em que tudo fica vazio...
    Beijos e abraços
    Marta

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  2. O poema evoca uma atmosfera melancólica e existencialista, focada na desolação e na impermanência, onde o vazio e a dissolução de Tânger sugerem a agonia e o fim de um lugar.

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  3. No deserto nascem os feiticeiros da sede que nunca acaba, meu amigo Luís. Muito sugestivo o seu texto.
    Tudo de bom.
    Um beijo.

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  4. Um poema breve, mas profundamente evocativo. As imagens são fortes e quase cinematográficas, transmitindo a sensação de vazio, perda e da fragilidade da condição humana. Gostei especialmente da forma como o deserto se transforma numa metáfora da existência, deixando espaço para múltiplas interpretações.

    **Beijinho na alma,**
    **Daniela Silva | Alma Leve** 🌿

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  5. regressando para saudar uma grande verdade
    "...mente-se com o mesmo fervor
    com que se fala verdade..."
    Um abraço

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  6. O deserto_ lugar de passagem não de moradia, a provisão é o maná e a agua da rocha .
    E o som insistente do vento como do vídeo. " A verdade é o que tu dizes..."
    A foto é aconchego e abraço, L _ a noite já vai chegando _bom domingo .

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    1. O deserto é um lugar que algumas vezes temos de atravessar.
      Bom domingo.
      Um abraço.

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  7. Lembro-me de gostar muito do filme, de me emocionar...mas da história nada me chega, esquecer é essencial, mas às vezes tenho pena, gostava de ser meticulosa e ter um ficheiro para cada filme visto.

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