Mãe 

Quanta violência
pode ter
a palavra mãe 
se for cacto
em vez de flor. 




 

26 comentários:

  1. Bem verdade, isso que hoje nos diz.
    Felizmente, num cacto desses nunca me piquei.
    Tive por mâe uma flor simples, mas doce, terna e perfumada.
    Muito sofrida, também.

    Pela minha perte, posso não ser lá grande flor de cheiro, mas fui, e sou, uma boa mãe.

    Um abraço e uma boa noite, Luís.

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    1. Conheço situações (todos nós conhecemos) em que as mães foram cactos em vez de flores. Felizes os que foram acarinhados desde a nascença.
      Um abraço.

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  2. Há uma acusação nas palavras do poeta?!

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    1. Sim, também algumas mães, que maltratam os seus filhos.
      Saúde, um abraço.

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  4. Da minha mãe (que foi mãe e pai) só posso dizer que foi flor. A mais bela. Há mães que maltratam os filhos, é uma verdade. Como mãe que sou não consigo entender isso. Que momento de reflexão!
    Uma boa semana com muita saúde.
    Um beijo.

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    1. É isso mesmo, uma reflexão sobre um assunto recorrente, mães (e pais) que maltratam os seus filhos.
      Boa semana, um abraço.

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  5. O poeta quebrou o mito que todas as mães são flores.
    Há muitos cactos por esse mundo fora, que não só picam como matam.
    A missão da poesia é quebrar os falsos mitos.
    Como era a minha mãe não está aqui para o caso.

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    1. Ora aí está uma ajuda correcta à interpretação do texto de hoje e à salvação da face do autor que poderia ser entendido como um homem cruel ou azedo.
      A missão da poesia é agitar e não apenas produzir belas linhas de texto, alguém, certamente, se identificará com o tema.

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  6. E quanta maravilhosa doçura se, como todos nós, humanos, essa mãe for um cacto aberto em flor?

    Perdoe-me a intrusão aparentemente descabida, L. Sou, obviamente contra todos os que maltratam crianças, mas adoro cactos e creio que todos nós temos os nossos espinhos... até as mansas rosas.

    Um forte abraço!

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    1. Isso é verdade, também tenho cactos que dão flor mas... muito espaçadamente no tempo.
      Um abraço.

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    2. E como se abraça um cacto aberto em flor? Por muito que fascine quem deles gosta?
      Não comece a vacilar, por amor de Deus, Luís.
      Deve o Poeta que é Poeta, manter-se fiel ao motivo que o inspirou, independentemente das opiniões alheias, dos leitores, por muito que se considerem...Que todas as rosas têm espinhos sabemos nós, mas não creio que o Autor pensasse numa rosa vemelha, por exemplo, quando referiu a «flor» como amor maternal...Ai, ai, ai, que já estou aqui a ferver...

      :(

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    3. Ahahahahahah, como me divertem os seus comentários. Ninguém abraça um cacto mesmo que dê flor de vez em quando. Não me desviei do meu propósito mas... não sou radical. Não desejo contrariar as convicções de ninguém, apenas abrir o debate e isso parece ter sido conseguido. Agradeço a sua colaboração.
      Um abraço.

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  7. Hay que guardar distnacias, para no pincharse...es normal que haya un rechazo.

    Besos

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    1. La precaución dicta que nunca abraces un cactus. Un abrazo.

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    2. 😊 Logo...um cacto está fora de hipótese...!

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  8. Afligem-me as muitas notícias, que leio ou vejo, dos maus tratos a crianças. Saber de mães(ou pais) que maltratam os filhos deixa -me fora de mim. A violência doméstica tem aumentado imenso.
    Os cactos e os picos das roseiras florescem por todo o lado... Precisamos de mais Amor, Justiça, Paz.

    Abraço amigo. Obrigado por nos chamar a atenção para um problema essencial.

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    1. Concordo com o seu comentário, é um assunto que nos toca e é muito frequente neste modo de vida cada vez mais desumanizado.
      Eu é que agradeço a sua atenção sobre a minha publicação.
      Um abraço.

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  9. Li, fiquei sem palavras e engoli em seco.
    Há versos assim, tramados.
    Beijo, boa semana.

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    1. O que é importante para mim é tocar a sensibilidade de quem me lê.
      Obrigado, um abraço.

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  10. há situações trágicas...
    poucas palavras mas forte e realista.

    :(

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