Este poema dirige-se às cidades e aos amores com uma cadência de réplica afectiva: o eu que se entrega aos ritmos da cidade, tanto à noite quanto ao dia, e que também se reconhece no dentro de si, na intimidade que cabe na aldeia e no corpo do outro. Há um dueto temporal que confere à urbe uma dupla face, onde o segredo da noite pode abrir caminhos de desejo e a claridade do dia revela a transparência das emoções. A cidade não é apenas espaço exterior; é extensão do eu, um mapa que se reduz para caber num lugar de origem. tal como: a conjunção sugere comparação e aproximação entre o externo e o interno, entre o mundo que se vê e o mundo que se sente. A repetição enfatiza uma fidelidade afectiva que não se rende ao momento, mas permanece constante, seja sob o luar, seja sob o sol. O clímax do poema revela a fusão física e emocional, a intimidade que ultrapassa o espaço e transforma o corpo do outro num território meu. Em síntese, o poema equilibra uma devoção às cidades — tanto a cidade que se observa quanto a que se recebe — com uma ternura de vínculo que se faz corpo e casa. A linguagem é directa, quase minimalista, mas repleta de uma musicalidade suave pela repetição e pela progressão dos sujeitos: da cidade ao amor, do externo ao interno, do Eu ao Nós.
Excedi-me no meu comentário porque também eu amo as cidades que cabem dentro da aldeia do Düssel.
Maravilhoso comentário. Como sempre, leio várias vezes e admiro-me como é possível dizer tanto sobre tão curtas linhas de escrita. Isto também justifica a continuação do meu labor.
O dia e a noite completam-se...dando novas perspectivas ao que se sente e vive... Euforia, amor, vontade pura de viver intensamente... Beijos e abraços Marta
Nunca gostei da noite e da escuridão e adorava a minha terra onde tudo brilhava até na escuridão do meu eu! Felizmente tive a sorte de vir parar numa aldeia hoje Vila que se foi degradando com o tempo graças ao betão! Agora fora do poema e antes que eu morra digo-te que gosto de ti:)) Beijos e um bom dia!
Também gosto. Acima de tudo gosto de gostar. Bonito poema que em poucas linhas diz muito. Um abraço e bom fim de semana. https://rabiscosdestorias.blogspot.com
Fez-me lembrar uma agenda que apreciava muito muito chamada: gosto de ti todos os dias. Costumava pedi-la pelo Natal. Agora não tenho a agenda mas acho que gosto mais de mim:)
Este poema dirige-se às cidades e aos amores com uma cadência de réplica afectiva: o eu que se entrega aos ritmos da cidade, tanto à noite quanto ao dia, e que também se reconhece no dentro de si, na intimidade que cabe na aldeia e no corpo do outro. Há um dueto temporal que confere à urbe uma dupla face, onde o segredo da noite pode abrir caminhos de desejo e a claridade do dia revela a transparência das emoções. A cidade não é apenas espaço exterior; é extensão do eu, um mapa que se reduz para caber num lugar de origem. tal como: a conjunção sugere comparação e aproximação entre o externo e o interno, entre o mundo que se vê e o mundo que se sente. A repetição enfatiza uma fidelidade afectiva que não se rende ao momento, mas permanece constante, seja sob o luar, seja sob o sol. O clímax do poema revela a fusão física e emocional, a intimidade que ultrapassa o espaço e transforma o corpo do outro num território meu. Em síntese, o poema equilibra uma devoção às cidades — tanto a cidade que se observa quanto a que se recebe — com uma ternura de vínculo que se faz corpo e casa. A linguagem é directa, quase minimalista, mas repleta de uma musicalidade suave pela repetição e pela progressão dos sujeitos: da cidade ao amor, do externo ao interno, do Eu ao Nós.
ResponderEliminarExcedi-me no meu comentário porque também eu amo as cidades que cabem dentro da aldeia do Düssel.
Maravilhoso comentário. Como sempre, leio várias vezes e admiro-me como é possível dizer tanto sobre tão curtas linhas de escrita. Isto também justifica a continuação do meu labor.
EliminarO dia e a noite completam-se...dando novas perspectivas ao que se sente e vive...
ResponderEliminarEuforia, amor, vontade pura de viver intensamente...
Beijos e abraços
Marta
Há noites que entram pelo dia dentro.
EliminarUm abraço.
Nunca gostei da noite e da escuridão e adorava a minha terra onde tudo brilhava até na escuridão do meu eu! Felizmente tive a sorte de
ResponderEliminarvir parar numa aldeia hoje Vila que se foi degradando com o tempo graças ao betão!
Agora fora do poema e antes que eu morra digo-te que gosto de ti:))
Beijos e um bom dia!
Agradeço a dedicação e a expressão do afecto. Será que a poesia pode alguma coisa entre os seres humanos?
EliminarBom dia, um abraço.
Também gosto.
ResponderEliminarAcima de tudo gosto de gostar.
Bonito poema que em poucas linhas diz muito.
Um abraço e bom fim de semana.
https://rabiscosdestorias.blogspot.com
Além de sermos gostados precisamos muito de gostar.
EliminarBom fim de semana.
Um abraço.
Fez-me lembrar uma agenda que apreciava muito muito chamada: gosto de ti todos os dias. Costumava pedi-la pelo Natal. Agora não tenho a agenda mas acho que gosto mais de mim:)
ResponderEliminarGostarmos de nós, por vezes, não é um exercício fácil.
Eliminareu gosto de gostar.
ResponderEliminaré melhor e não tráz desilusão...
Certo, mas não é nada que possamos decidir.
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