Foto de Daniel Filipe Rodrigues
Ficou tudo como estavao corpo rendeu-se ao apeloe deixou-se aprisionarfoi levado para outro lugardeixou tudo como estavaum poema seguiu-oe obrigou-o a respirarvinte anos depois regressoue estava tudo como estavanesse dia completou o poemae escreveutenho o corpo inteiroaqui os deuses respiramestou vivo.

A repetição cria peso; o corpo aparece como refém e instrumento de uma criação que persiste no tempo. O regresso reforça a ideia de imobilidade e liberdade simultâneas; a conclusão celebra a vitalidade do eu e a presença dos deuses no corpo. Breve, enigmático, com tom meditativo.
ResponderEliminarA fotografia do primogénito é linda de morrer.