Foto de Daniel Filipe Rodrigues
Ficou tudo como estavao corpo rendeu-se ao apeloe deixou-se aprisionarfoi levado para outro lugardeixou tudo como estavaum poema seguiu-oe obrigou-o a respirarvinte anos depois regressoue estava tudo como estavanesse dia completou o poemae escreveutenho o corpo inteiroaqui os deuses respiramestou vivo.

A repetição cria peso; o corpo aparece como refém e instrumento de uma criação que persiste no tempo. O regresso reforça a ideia de imobilidade e liberdade simultâneas; a conclusão celebra a vitalidade do eu e a presença dos deuses no corpo. Breve, enigmático, com tom meditativo.
ResponderEliminarA fotografia do primogénito é linda de morrer.
O Corpo como continente de tudo em nós. O seu comentário é esclarecedor.
EliminarO "eu" muda constantemente e o físico, os lugares também... Liberta-se e aprisiona-se ao mesmo tempo...
ResponderEliminarE escreve-se, reescreve-se histórias....
Beijos e abraços
Marta
Se estamos livres para a mudança podemos correr riscos.
EliminarUm abraço.
Gosto da janela, quem sabe o que já por ela passou, quantos sorrisos foram dados à rua, quantas vezes uma fronte enrugada de melancolias se apoiou na vidraça que não vemos, quantas interrogações condensaram na atmosfera, quantos risos infantis ali assomaram, quantas sombras por ela passaram sem a ver...um enfim de vida é o que ela mostra.
ResponderEliminarquanto ao poema, confesso não ter estaleca para ele, não imagino o que queira dizer. Também eu gostaria de ter assim um corpo: renascido após vinte anos de morto. Não é verdade, o que eu gostaria mesmo era de, como o poeta, morrer por algum tempo, mas mais breve, imagino que num sono do qual acordava mais disposta à luta. Vinte anos era tempo a mais:).
Bom fim de semana
O seu comentário é um poema.
EliminarBom fim de semana também.
Um abraço.
O corpo partiu mas não morreu: o poema que o seguiu forçou-o a respirar e esses vinte anos podem ser vinte minutos... O corpo volta, agora com identidade divina: "Aqui os deuses respiram/estou vivo".
ResponderEliminarDivina, também, é a janela que não me deixa descolar os olhos dela. Vou roubar-lha, L.
Um forte abraço
A poesia salva-nos mas... só a nós, que temos essa ilusão.
EliminarUm abraço.
Boa tarde Poeta,
ResponderEliminarUm poema belíssimo.
Um afastamento, um poema (vida) incompleto num reencontro em que o poema se completou com essencial sempre presente.
Gostei imenso da fotografia.
Beijinhos e bom fim de semana.
Emília
Se a vida toda fosse poesia que tranquilo seria o mundo.
EliminarBom fim de semana.
Um abraço.