Imagem de ChatGPT 


Um sem-abrigo delicia-se
extraindo caracóis das suas casas
e comendo-os sem piedade
foi a sua única refeição de hoje. 




 

12 comentários:

  1. Quero deixar, em palavras, qualquer coisa que jeito tenha, mas não as encontro, L. , não as encontro...

    Um forte abraço

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    1. Creio que, talvez, a metáfora não tenha sido clara.
      Um abraço.

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  2. Acredito que exista mesmo. Em moçambique conheci crianças que apenas se alimentavam das mangas que apanhavam, nunca as esqueci. Que mundo desigual...e é-o logo que nascemos.

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  3. Há gente que nem isso consegue comer e fico furiosa e indignada com as mesas fartas de tudo pelos políticos em campanha. Algum almoçou com sem-abrigos? Nem o Ventura tão religioso distribui o pão de Deus!

    PS: Dizem os entendidos que os caracóis e caracoletas são muito nutritivéis mas sinceramente não gosto mas os meus adoram!
    Beijos e um bom dia!

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    1. Também não gosto de caracóis cozinhados, vivos ainda sou capaz de lhes afagar a "casinha".
      Um abraço.

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  4. Este poema retrata uma situação chocante e desumana, enfatizando o sofrimento de alguém que vive na rua. Ao descrever um sem-abrigo a extrair e comer caracóis das casas, o verso sugere precariedade, fome e uma distância cruel entre as pessoas afetadas pela pobreza e o espaço urbano. A imagem provoca empatia e uma reflexão sobre o que é uma “refeição” em condições extremas, bem como sobre a falha da sociedade em proteger os mais vulneráveis. É útil destacar o contraste entre a humanidade da pessoa em necessidade e a indiferença ou violência simbólica do ambiente que a força a recorrer a tais ações para sobreviver.

    O meu tio Chico, lisboeta, comunista, a viver num abrigo luxuoso, adorava comer caracóis 🐌
    Tenho vómitos ao olhar para a imagem, tal como também os tinha ao ver o meu tio a comê-los.

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    1. Precioso comentário que ajuda o próprio autor do texto a descobrir todo o significado do que escreveu.
      Também eu sinto incómodo até com o cheiro.

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  5. A realidade que muitos ignoram, outros tornam o tema em campanha, mas depois... nada fazem...
    Beijos e abraços
    Marta

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  6. O sem abrigo faz ao caracol aqui que já lhe fizeram a ele...
    Um abraço.

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