Embora tecnicamente seja um pleonasmo (já que toda a surpresa é, por natureza, inesperada), a expressão é usada para enfatizar “o sabor ácido do teu segredo”.
Que bela forma de desvendar um sabor, ainda que ácido, L.
Como ainda não sei se vou ter tempo e forças para visitar os amigos de sempre, aproveito para deixar aqui o endereço do meu novo blog https://apautainvisivel.blogspot.com/
Interessante ! que tal agridoce ? segredos costumam ter um quê de mistério , e não ser totalmente ácido...como essa tangerina apetitosa. beijinho L . Boa semana
Caro Poeta/Pintor O poema constrói-se a partir de uma metáfora central muito eficaz ,o desvelar do outro comparado ao acto de descascar uma tangerina, que convoca simultaneamente o tacto, o paladar e a intimidade. A escolha do verbo inicial, “Desvisto-te”, (palavra pouco usada) estabelece desde logo um tom de proximidade física e emocional, que é suavizado pela leveza da imagem seguinte: “daquelas em que a casca / se solta do corpo com leveza”. Aqui, há uma harmonia entre corpo e fruto que evita qualquer brusquidão, privilegiando a fluidez. A estrutura fragmentada, com versos curtos: “depois tomo-te / gomo a gomo / boca a boca”, cria um ritmo pausado e quase ritualístico, reforçando a ideia de entrega progressiva. Esta cadência contribui para intensificar a carga sensorial e afectiva do poema. O verso final : “e provo o sabor ácido do teu segredo” introduz uma subtil inflexão: o “ácido” quebra a expectativa de doçura, sugerindo complexidade emocional, talvez ambiguidade ou dor latente. É precisamente esse contraste que eleva o poema, afastando-o de uma leitura meramente erótica e aproximando-o de uma dimensão mais simbólica e interpretativa. No conjunto, trata-se de um texto breve, mas coeso, onde a economia de palavras joga a favor da intensidade e da sugestão. A foto embora da IA está muito bem para suporte do poema. Boa semana com muita saúde e inspiração. Abraço :)
Admirei o seu comentário, a sua interpretação muito precisa com referência ao pormenor da palavra "ácido" que, também intencionalmente dá o tom de surpresa ao momento que se adivinhava doce e terno. Obrigado. Boa semana também para si. Um abraço.
Um poema curto, mas intensamente sensorial, onde o gesto íntimo se funde com a metáfora da tangerina, criando uma delicadeza quase táctil. A progressão “gomo a gomo” conduz o leitor por um desvelar lento e cúmplice, culminando num final ácido que surpreende e fica a ecoar...
É um convite à lentidão e à descoberta minuciosa.
ResponderEliminarE à surpresa inesperada.
EliminarEmbora tecnicamente seja um pleonasmo (já que toda a surpresa é, por natureza, inesperada), a expressão é usada para enfatizar “o sabor ácido do teu segredo”.
EliminarÉ isso mesmo.
EliminarDesvendar os segredos...lentamente... sem ideias formadas...
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
Há segredos inexplicáveis.
EliminarUm abraço.
Felizes os que distinguem sabores e podem fazê-lo.
ResponderEliminarTambém partilho dessa ideia.
EliminarQue bela forma de desvendar um sabor, ainda que ácido, L.
EliminarComo ainda não sei se vou ter tempo e forças para visitar os amigos de sempre, aproveito para deixar aqui o endereço do meu novo blog https://apautainvisivel.blogspot.com/
Um forte abraço
Obrigado, vou já ver.
EliminarUm abraço.
Interessante !
ResponderEliminarque tal agridoce ? segredos costumam ter um quê de mistério ,
e não ser totalmente ácido...como essa tangerina apetitosa.
beijinho L . Boa semana
Só quando provar saberei. Poderá ser nunca.
EliminarUm abraço.
A degustação faz parte da vida...
ResponderEliminarBoa semana.
Um abraço.
"Pela boca morre o peixe" como diz o ditado popular.
EliminarBoa semana.
Um abraço.
um segredo ácido ou a acidez do segredo?
ResponderEliminarserá a mesma coisa?
é preciso desvendar o segredo, mas nunca tingi-lo com a nossa cor.
Um Abraço
Parece-me a mesma coisa. Há segredos ácidos e inbebíveis.
EliminarUm abraço.
Cada um tem suas coisas. Eu preferia mesmo, mesmo, a tangerina. Essa da foto. Ou igual. Ou até parecida.
ResponderEliminarA tangerina é um fruto simpático.
EliminarUm abraço.
Bom dia Poeta,
ResponderEliminarSegredo que se tornará doce!
Belíssimo poema.
Beijinhos,
Emília
(Não me tem visitado;)).
Se a seguir à acidez vier a doçura então valerá a pena.
EliminarUm abraço m
Tangerina apetitosa. Dá mesmo gosto comê-la gomo a gomo.
ResponderEliminarE as palavras que acompanham a imagem muito sugestivas.
Um abraço.
Olinda
É um fruto de agrado geral, penso.
EliminarUm abraço.
Cuidado porque podes ter uma desilusão inesperada e pimba!
ResponderEliminarBeijos e um bom dia!
Pois aí é que bate o ponto, como se costuma dizer.
EliminarUm abraço.
Caro Poeta/Pintor
ResponderEliminarO poema constrói-se a partir de uma metáfora central muito eficaz ,o desvelar do outro comparado ao acto de descascar uma tangerina, que convoca simultaneamente o tacto, o paladar e a intimidade.
A escolha do verbo inicial, “Desvisto-te”, (palavra pouco usada) estabelece desde logo um tom de proximidade física e emocional, que é suavizado pela leveza da imagem seguinte: “daquelas em que a casca / se solta do corpo com leveza”. Aqui, há uma harmonia entre corpo e fruto que evita qualquer brusquidão, privilegiando a fluidez.
A estrutura fragmentada, com versos curtos: “depois tomo-te / gomo a gomo / boca a boca”, cria um ritmo pausado e quase ritualístico, reforçando a ideia de entrega progressiva. Esta cadência contribui para intensificar a carga sensorial e afectiva do poema.
O verso final : “e provo o sabor ácido do teu segredo” introduz uma subtil inflexão: o “ácido” quebra a expectativa de doçura, sugerindo complexidade emocional, talvez ambiguidade ou dor latente. É precisamente esse contraste que eleva o poema, afastando-o de uma leitura meramente erótica e aproximando-o de uma dimensão mais simbólica e interpretativa.
No conjunto, trata-se de um texto breve, mas coeso, onde a economia de palavras joga a favor da intensidade e da sugestão.
A foto embora da IA está muito bem para suporte do poema.
Boa semana com muita saúde e inspiração.
Abraço
:)
Admirei o seu comentário, a sua interpretação muito precisa com referência ao pormenor da palavra "ácido" que, também intencionalmente dá o tom de surpresa ao momento que se adivinhava doce e terno.
EliminarObrigado. Boa semana também para si.
Um abraço.
Um poema curto, mas intensamente sensorial, onde o gesto íntimo se funde com a metáfora da tangerina, criando uma delicadeza quase táctil.
ResponderEliminarA progressão “gomo a gomo” conduz o leitor por um desvelar lento e cúmplice, culminando num final ácido que surpreende e fica a ecoar...
A doçura e a acidez, a vida tem tudo e o seu contrário.
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