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Encontrei-me sem consciênciaa conversar com Deussem preocupações com a verdade ou com o medo
Ele falou como um mistério no meu silêncio
a mais das vezes não compreendoas tuas falasos teus gestosas tuas doresquando lavras a terra com a tua línguaquando numa fonte perdes a sede por entre os dedosquando dentro de uma laranja encontras uma luz naturalquando um grilo canta contigo na tua própria gaiolaquando começas um poema e é ele que te anuncia
perante o meu silêncio Deus disse-me
saúdo-te por me teres inventadoe isso só foi possível por me trazeres dentro de ti.

Mas é isso que devemos sentir... sem ideias pré-concebidas...porque cada um tem a sua própria versão de Deus e todos devemos respeitar.
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
A espiritualidade manifesta-se, cada um atribui isso a origens diferentes.
EliminarUm abraço.
Respeito todas as religiões e jamais falar mal . Mas eu tenho fé que existe e acredito que Jesus (não o do futebol )era um homem simples amigo do seu amigo e mesmo assim fizeram-lhe a folha!
ResponderEliminarA imagem é tão bonita!
Beijos e um bom domingo!
Mesmo sem sermos crentes podemos apreciar certos aspectos da vida de Jesus.
EliminarBom domingo.
Um abraço.
Intenso, mas bonito. Obrigada!
ResponderEliminar-
M E M Ó R I A S // S O N H O... .
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Beijos. Um bom Domingo!
Eu é que agradeço a sua vinda.
EliminarUm abraço.
O poema expressa uma relação íntima entre silêncio, divindade e criação.
ResponderEliminar„Perante o meu silêncio” sugere que, diante do vazio ou da ausência de palavras, Deus se revela de forma plena.
„Deus disse-me: saúdo-te por me teres inventado” indica que o eu lírico reconhece que o próprio acto de ser — de se inventar e existir — é resultado de uma presença divina. Saudar Deus por fazê-lo nascer dentro de si sugere gratidão pela internalização dessa força transcendente, como se o ser tenha sido formado ou concebido por uma presença que está dentro dele.
A certeza de “isso só foi possível por me trazeres dentro de ti” reforça a ideia de que a íntima essência do eu resulta de uma relação de eu com o outro | divindade, onde o interior do sujeito é preenchido por aquilo que vem de fora em forma de bênção, guia ou inspiração. O tom é de reverência, reconhecimento da dependência criativa e uma sensação de pertença a algo maior que a própria pessoa.
Encantei-me com este seu escrito sobre o meu escrito. Voltei à leitura do que escrevi e encontrei tudo o que foi a sua interpretação.
EliminarObrigado
Há quem precise de um deus, uma transcendência. Identifico-me com essa ideia e penso que, na sua liberdade, o homem é livre para aceitar ou rejeitar o transcendente divino que, julgo eu o habita e faz possível a comunhão ou o diálogo com um ser ou uma força que transcende o humano. Também julgo que é muita pretensão erigir o homem como único ser, admitir que mora apenas nele a sua própria transcendência. Rejeitar o divino é uma forma de orgulho, penso. Mas como atrás disse, a liberdade torna possível qualquer resposta.
ResponderEliminarBom Dia, Nuvens
A espiritualidade é algo que distingue o humano do animal. Cultivemos essa possibilidade. Os comentários que enriquecem o meu blog são esse exercício.
EliminarUm abraço.
Acredito que há mais vida além da humana por esse universo, mas no Deus criador do Universo e do Homem, não acredito. Mas não nego, seria arrogante fazê-lo (como diz a Bea), pode existir e eu não encontrei, não sinto ser possível e desagradam-me especialmente não os credos e as crenças que acho bonitas, mas as instituições que se arrogam falar e fazer em nome de Deus e as guerras às quais são o seu nome. Ainda assim agrada-me a ideia da espiritualidade como comunhão connosco, com os outros e com a natureza como mãe criadora. Creio também que há muito a explorar além da racionalidade que nos é conhecida, há mais para além disso e esse tipo de transcendência já senti várias vezes, coisas fora e dentro de mim às quais não consigo aceder usando apenas a razão. E o silêncio, este silêncio do seu poema é-me tão necessário.
ResponderEliminarPartilho desse seu pensamento.
EliminarMuito me agrada a ideia original para a criação deste blog, ser um espaço de tipo tertúlia. Assim, estes comentários são o valor do pensamento.
Obrigado
Um abraço.
Não há mal nenhum em inventar um Deus dentro de nós, o pior é quando se inventam outras coisas em nome de Deus. Que eu saiba, e se Ele existe, não passou procuração a ninguém.
ResponderEliminarGostei do poema, é magnífico.
Boa semana e uma Páscoa Feliz.
Um abraço.
Muito obrigado. Boa semana.
EliminarUm abraço.
Sempre que o homem sonha a obra nasce.
ResponderEliminarAbraço de amizade.
Juvenal Nunes
Precisamos de sonhar.
EliminarUm abraço.
Todos temos o nosso Deus....
ResponderEliminarNem mais...
EliminarBoa tarde Caro Poeta/Pintor
ResponderEliminarO poema constrói um diálogo íntimo e paradoxal com o divino, onde a consciência se dissolve para dar lugar a uma escuta interior mais profunda.
Há uma beleza particular nas imagens inesperadas, “lavrar a terra com a língua” ou “encontrar luz dentro de uma laranja”, que sugerem que o sagrado habita no quotidiano e no sensorial.
O fecho é especialmente feliz, invertendo a relação entre criador e criatura, e deixando no leitor uma reflexão subtil sobre a origem do divino: talvez Deus exista precisamente porque o sentimos dentro de nós.
Boa semana com saúde e paz.
:)
https://olharemtonsdemaresia.blogspot.com/
Precisamos de encontrar o divino dentro de nós, encontrar a espiritualidade.
EliminarO seu comentário é, deveras, esclarecedor.
Muito Obrigado.
Um abraço.