Foto de Daniel Filipe Rodrigues
Soube por mim própriode que doença padeciae que longo este tempo da doençadoença que me parecia mais saudáveldo que a saúde dos outroscuja doença é não estarem doentessou órfão desde que nascie fiquei órfão várias vezes pela vida foraconformei-me com a herançaum segredoque me manteve pobrecom elejá morreram dois inocentesque o herdaram dos mesmos paisdai-me uma razão e eu sobreviverei.

O poema é um dos mais introspectivos do poeta, lidando com a sensação de isolamento social e familiar, e o peso de uma tristeza que parece anterior ao próprio nascimento.
ResponderEliminarA fotografia do primogénito é como sempre uma maravilha.
O poema, depois de acabado, fala sem limites.
EliminarTambém acho a foto uma obra de arte.
Parece-me que a grande e única razão é o milagre de estarmos vivos.
ResponderEliminarBom Dia
Sim, é um milagre continuarmos vivos... com tantos mortos em redor.
EliminarUm abraço.
Por vezes, não sabemos como estamos vivos, como sobrevivemos ao deserto em que o Mundo mergulha... A dor é profunda, mas encontramos uma forma de continuar a caminhar...
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
Vamos caminhando até ficar na mira do nosso próprio destino.
EliminarUm abraço.
Dou-te várias razões...viver um dia de cada vez, enfrentar e aceitar o envelhecimento porque não tens, nem eu tenho o travão de parar! Já disse aos meus que se me der o fanico deixai-me partir porque não quero sofrer mais! Percebeste? As dores são tramadas e também as tenho mas controlo com medicamentos e não me venham com tretas das mezinhas!
ResponderEliminarBeijos e abraços!
Apreciei o comentário tão real e directo, o tempo continua a passar com todas as suas consequências, apesar da poesia.
EliminarUm abraço
Somos muitas vezes órfãos de nós mesmos. Mas a razão para sobreviver é viver cada dia como se fosse o único.
ResponderEliminarTudo de bom, meu Amigo.
Um beijo.
É verdade, cada dia poderá ser o único e podemos até ficar entusiasmados por haver amanhã.
EliminarUm abraço.