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Deus ___ ó Pai
salva-me da minha inquietude
limpa do pecado as minhas entranhas
sei que ofendi as leis do pensamento divino
e cedi às leis do corpo
contra a tua existência falei tão convencido
como aqueles que seguem os que te inventaram
Deus ___ ó Pai
tu que és o julgador
segundo clamam os julgados
julga os que derrubaram as muralhas
do povo da Palestina
e ergue-as de novo
se assim se derramar do céu a tua vontade
para que creiamos em ti
Deus ___ ó Pai
por ti
sacrificarei a minha clarividência
pela ideia de ti
pelos teus ofícios
pela liturgia
que eu tanto aprecio tocada e cantada
se a esta encomenda que te faço
a não tornares a tua execução sagrada
acredito que
terramotos
inundações dos mares
holocaustos com o fogo dos homens
será tudo obra tua
se assim fizeres
sacrificarei no teu altar a minha oferenda
ou seja
lançarei no fogo
o meu convencimento blasfemo
persigno-me por teu favor.

Felizes os que acreditam sem ver. Mas se Jesus apareceu a Tomé, por que carga de água não haverá de lhe aparecer a si. Ou fazer o milagre que pede. Ah! Mas Tomé era apóstolo! Pois era, mas Deus é democrata e não ouve muito bem, pode ser que apóstata lhe soe a apóstolo. Que acha? É de ter esperança?
ResponderEliminarPor vezes alimento essa ideia e... ouço barulhos em outros lugares da casa, mas quando vou ver não está ninguém. Talvez um dia ou talvez uma noite.
EliminarUm poema que convida à reflexão e não deixa o leitor indiferente. A tensão entre a fé, a dúvida e a consciência humana está muito bem conseguida. Gostei muito...
ResponderEliminarNão temos mais poder para procurar a verdade se não a dúvida.
EliminarQuem pouco sabe costuma ter certezas absolutas, pois desconhece a complexidade do mundo.
ResponderEliminarEstou muito de acordo consigo.
EliminarCaro Poeta/Pintor.
ResponderEliminarUm poema de intensa reflexão, onde a dúvida, a fé e a consciência caminham lado a lado.
Gostei especialmente da forma como o diálogo com Deus se transforma numa interrogação sobre o homem e o sofrimento do mundo, sem perder a força poética.
Parabéns pela partilha.
Resto de bom domingo!
:)
De vez em quando a dúvida impõe-se e por vezes abala as nossas convicções.
EliminarUm abraço.
Deus, a existir, deu ao homem duas mãos...o que ele fez com elas já não é da sua conta...mas entendo a sua prece, às vezes parece ser a única coisa que nos resta para fazer face à tristeza que certas situações nos causam.
ResponderEliminarO mundo está cheio de becos com saídas para o inferno.
EliminarUm abraço.
Todos temos dúvidas e questionamos Deus...Mantemos a esperança....
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
A esperança só existe enquanto temos esperança de que ela exista em nós.
EliminarUm abraço.
Uma prece que é uma reflexão e um grito dialogante com Deus. Gostei, meu Amigo.
ResponderEliminarTudo de bom.
Um beijo.
A luta passa pelo combate à ignorância.
EliminarBoa semana.
Um abraço.
Dizem que Ele escuta as preces dos justos., portanto notadamente, ouvirá.
ResponderEliminarA inquietude é normal _ é a vida em movimento -_ o mundo em ebulição.
Já de volta ao meu Brasil L , retornando a rotina e feliz pelos dias tão lindos que vivi.
Beijinhos e sigamos ! obrigada pela companhia nesses nossos cantinhos de amizade.
Chegada ao seu ponto de partida com as saudades aplacadas por um tempo.
EliminarMuito Obrigado.
Um abraço.
Deus deve andar distraído, de contrário não haveria tantas calamidades que assolam o nosso planeta,
ResponderEliminarMas pedir não custa nada...
Boa semana.
Um abraço.
Isto está tudo por conta dos humanos e da natureza.
EliminarBoa semana.
Um abraço.
Ai homem de Deus faço minhas as tuas palavras mas jamais....sacrificarei o quer que seja!
ResponderEliminarBeijos e uma boa tarde!
Uiiii! O sacrifício é em sentido figurado.
EliminarUm abraço.
ResponderEliminarBoa tarde Poeta,
Um poema em que o autor deseja acreditar em Deus, mas no fundo há uma luta entre esse desejo e a dificuldade em ignorar o sofrimento que grassa pelo mundo
O poema não é propriamente um texto de fé nem um texto de ateísmo. É o retrato de alguém que deseja acreditar, mas que não consegue ignorar o sofrimento do mundo, especialmente a guerra, nem abdicar da razão. Há uma tensão constante entre:
razão e crença; blasfémia e oração ;crítica e esperança; responsabilidade humana e ação divina.
Um poema belíssimo e muito profundo, que faz pensar.
Beijinhos,
Emília
Cara Emília apreciei o seu comentário, concordo com a sua interpretação. Vale a pena partilhar as minhas criações com os meus leitores/as, as visitas a este lugar são o estímulo para o autor.
EliminarObrigado.
Um abraço
Obrigado, poeta
ResponderEliminarpor me teres ensinado
tão oportuna oração
Oremos, então!
Caro Colega, Camarada, Amigo... estamos juntos.
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