Foto de Daniel Filipe Rodrigues
A poesia salva quem quiser salvar-seainda que nos tenhamos condenado a nós própriossem consciência dissoe de que queremos nós salvar-nosde termos comido o fruto proibidoquando ainda não tínhamos dentes no cérebroou quando já não os tínhamos?de ser difícil aplacar a nossa carneque deixámos a grelhar nos tições do desejo?de eliminar com a pintura a negroaqueles a quem recusamos?de matar e de morrer pela desordemque as bocas já não resolvem?ou de termos sido metidos nistosem sermos ouvidos?estou a tentar salvar-me.

A poesia não oferece garantias, mas abre o espaço necessário para a auto-análise e para a reconstrução do próprio eu através da palavra.
ResponderEliminarA fotografia é um território de liberdade e vulnerabilidade.