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Foi em manhãs de 
Outubro
Novembro 
Dezembro 
como se as manhãs clareassem
apenas pela nossa vontade
que tomei o meu calendário que não tinha
mais que três meses
mais que três dias
e decidi três vezes como um acto divino
imitar o Todo Poderoso
manhãs únicas na oportunidade de vida

numa manhã da qual terei o poder
de escolher a cor do céu 
será fulvo como o pôr-do-sol 
e sob ele estarão três nuvens brancas
sentirei o cheiro e o fresco das manhãs 
decisivas

abrirei os olhos para o escuro
e tudo ficará escuro e em sossego. 


 


 

22 comentários:

  1. Enquanto o Mundo não acorda e tudo fica em turbilhão.
    Beijos e abraços
    Marta

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    1. Nós fazemos acordar o mundo para outros que vêm a nosso pedido.
      Um abraço.

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    2. O sinal da cruz apasigua as contendas das nossas emoções! Gostei e a imagem é muito bonita!
      Beijos e um bom domingo!

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    3. Encontramos formas de aplacar os nossos desgostos e desilusões, a poesia é uma delas.
      Bom domingo.
      Um abraço.

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  2. A poesia é um mundo outro. E no entanto sempre a penso como aquilo que está mais próximo da verdade. Bom, já Platão dizia que este é um mundo de aparências.
    Boa semana, nuvens

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    1. Na poesia, mesmo quando se inventa, há algo confessional.
      Boa semana.
      Um abraço.

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    2. O poema carrega um peso poético profundo, evocando uma sensação de entrega e aceitação.
      Ele sugere o fim de um ciclo ou de uma luta, onde o ‚escuro“ deixa de ser algo temível para se tornar um refúgio de paz e silêncio.

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    3. O peso poético e profundo é uma homenagem. O fim é certo mas, tal como nas corridas de estafeta, o testemunho já foi passado.

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  3. Olá :)
    Bonito e profundo.
    O mundo precisa acordar.
    Abraço e brisas doces **

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  4. Estas palavras são profundas!
    -
    Cantinho Florido .
    -
    Beijos e uma excelente semana.

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  5. O escuro nem sempre é mau.
    Excelente poema.
    Boa semana caro Luís.
    Um abraço.

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  6. Bom dia Caro Poeta/Pintor
    Este poema move-se num território entre o íntimo e o metafísico, onde o tempo deixa de ser linear para se tornar matéria moldável pela vontade.
    Há uma espécie de gesto demiúrgico, essa decisão repetida “três vezes”, que sugere não apenas escolha, mas criação consciente da própria experiência. O calendário reduzido a “três meses / três dias” reforça a ideia de condensação do tempo, como se apenas o essencial importasse.
    Destaca-se também o contraste entre luz e escuridão: começa por evocar manhãs que clareiam “pela nossa vontade” e termina num mergulho deliberado no escuro e no sossego.
    Talvez, esse fecho não soa a negação, mas antes a recolhimento, quase um regresso ao ponto de origem, onde tudo pode voltar a ser escolhido.
    É um poema de poder silencioso, onde a aparente simplicidade esconde uma reflexão subtil sobre controlo, liberdade e a ilusão (ou possibilidade) de sermos autores do nosso próprio mundo.
    Será?!
    Boa semana com saúde e boa energia.
    :)

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    1. As suas análises são sempre um enriquecimento das minhas publicações, esta é mais um exemplo. Agradeço o tempo que dedica aos meus escritos.
      Um abraço.

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  7. às vezes é no escuro que encontramos os nossos momentos
    um Abraço

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    1. Temos tendência a pensar que é no escuro que nos encontrarmos.
      Um abraço.

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  8. É, por vezes, no escuro, que melhor vemos a luz.
    Abraço de amizade.
    Juvenal Nunes

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    1. O meu comentário anterior também se aplica aqui. O escuro é um lugar onde nos encontramos muitas vezes.
      Um abraço.

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  9. por vezes (muitas vezes) a noite é boa conselheira...

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  10. brancas Nuvens Negras1 de maio de 2026 às 09:02

    A noite é quando nos encontramos.

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