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Foi em manhãs deOutubroNovembroDezembrocomo se as manhãs clareassemapenas pela nossa vontadeque tomei o meu calendário que não tinhamais que três mesesmais que três diase decidi três vezes como um acto divinoimitar o Todo Poderosomanhãs únicas na oportunidade de vidanuma manhã da qual terei o poderde escolher a cor do céuserá fulvo como o pôr-do-sole sob ele estarão três nuvens brancassentirei o cheiro e o fresco das manhãsdecisivasabrirei os olhos para o escuroe tudo ficará escuro e em sossego.

Enquanto o Mundo não acorda e tudo fica em turbilhão.
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
Nós fazemos acordar o mundo para outros que vêm a nosso pedido.
EliminarUm abraço.
O sinal da cruz apasigua as contendas das nossas emoções! Gostei e a imagem é muito bonita!
EliminarBeijos e um bom domingo!
Encontramos formas de aplacar os nossos desgostos e desilusões, a poesia é uma delas.
EliminarBom domingo.
Um abraço.
A poesia é um mundo outro. E no entanto sempre a penso como aquilo que está mais próximo da verdade. Bom, já Platão dizia que este é um mundo de aparências.
ResponderEliminarBoa semana, nuvens
Na poesia, mesmo quando se inventa, há algo confessional.
EliminarBoa semana.
Um abraço.
O poema carrega um peso poético profundo, evocando uma sensação de entrega e aceitação.
EliminarEle sugere o fim de um ciclo ou de uma luta, onde o ‚escuro“ deixa de ser algo temível para se tornar um refúgio de paz e silêncio.
O peso poético e profundo é uma homenagem. O fim é certo mas, tal como nas corridas de estafeta, o testemunho já foi passado.
EliminarOlá :)
ResponderEliminarBonito e profundo.
O mundo precisa acordar.
Abraço e brisas doces **
O mundo está doente.
EliminarUm abraço.
Estas palavras são profundas!
ResponderEliminar-
Cantinho Florido .
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Beijos e uma excelente semana.
Muito obrigado.
EliminarUm abraço.
O escuro nem sempre é mau.
ResponderEliminarExcelente poema.
Boa semana caro Luís.
Um abraço.
Na escuridão não há outro mundo.
EliminarBoa semana.
Um abraço.
Bom dia Caro Poeta/Pintor
ResponderEliminarEste poema move-se num território entre o íntimo e o metafísico, onde o tempo deixa de ser linear para se tornar matéria moldável pela vontade.
Há uma espécie de gesto demiúrgico, essa decisão repetida “três vezes”, que sugere não apenas escolha, mas criação consciente da própria experiência. O calendário reduzido a “três meses / três dias” reforça a ideia de condensação do tempo, como se apenas o essencial importasse.
Destaca-se também o contraste entre luz e escuridão: começa por evocar manhãs que clareiam “pela nossa vontade” e termina num mergulho deliberado no escuro e no sossego.
Talvez, esse fecho não soa a negação, mas antes a recolhimento, quase um regresso ao ponto de origem, onde tudo pode voltar a ser escolhido.
É um poema de poder silencioso, onde a aparente simplicidade esconde uma reflexão subtil sobre controlo, liberdade e a ilusão (ou possibilidade) de sermos autores do nosso próprio mundo.
Será?!
Boa semana com saúde e boa energia.
:)
As suas análises são sempre um enriquecimento das minhas publicações, esta é mais um exemplo. Agradeço o tempo que dedica aos meus escritos.
EliminarUm abraço.
às vezes é no escuro que encontramos os nossos momentos
ResponderEliminarum Abraço
Temos tendência a pensar que é no escuro que nos encontrarmos.
EliminarUm abraço.
É, por vezes, no escuro, que melhor vemos a luz.
ResponderEliminarAbraço de amizade.
Juvenal Nunes
O meu comentário anterior também se aplica aqui. O escuro é um lugar onde nos encontramos muitas vezes.
EliminarUm abraço.
por vezes (muitas vezes) a noite é boa conselheira...
ResponderEliminarA noite é quando nos encontramos.
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