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Nada será mais cândido 
do que a intimidade
com que se revela o passado
como uma janela aberta
não temendo o inverno
talvez que por ela entrem
nomes já esquecidos
e nas nossas mãos quietas
ainda o tacto de lugares interditos

depois de tudo o que hoje faz memória 
não haverá mais testemunhas do que 
as que candidamente convocámos
tudo será esquecido ___ de novo
ou deixará de existir.

 

 

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João Abel Manta
1928 - 2026 
Foto de Diário de Aveiro

 

24 comentários:

  1. Uma homenagem sentida a quem partiu e que descanse em paz, a paz que todo o ser terá quando chegar a sua hora!
    Beijos e um bom domingo!

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  2. Seguiremos convocando con sinceridad...
    Un saludo desde Segovia, Nubes.

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    1. Recordamos a nuestros seres queridos.

      Recuerdo Segovia y la casa de António Machado.

      Un cordial saludo.

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  3. Uma homenagem a João Abel Manta, à qual me associo. Excelente, o seu poema.
    Tudo de bom.
    Um beijo.

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    1. Um artista que deixa obra de vulto e original.
      Boa semana.
      Um abraço.

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  4. Uma sincera admiração por João Abel Manta, ontem passou no canal 2, antes das notícias, um bom documentário sobre ele. Ninguém será esquecido, todos seremos esquecidos. Bom resto de domingo

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    1. Devemos-lhe uma obra original e comprometida com os valores do lado certo.
      Bom domingo.
      Um abraço.

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  5. Nunca esquecemos quem nos guiou pela escuridão...
    Beijos e abraços
    Marta

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  6. Nós somos
    a memória
    daquilo
    que não queremos esquecer

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  7. Parabéns pela linda e importante homenagem. Não conhecia.
    -
    Coisas de uma vida....
    -
    Beijos e uma excelente semana.

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  8. É na memória dos vivos que persistem "aqueles que se vão da lei da morte libertando". Esses viverão mais ou menos longamente, dependendo da obra feita e de quão conhecida foi. Os outros, os que foram apenas comuns, viverão apenas na memória dos mais próximos, daqueles com quem criaram relações sólidas. passem depressa ou devagar, a eles já nada interessa. Tudo é pálido na morte se comparado com a vida.
    João Abel Manta era velho, deu muito ao país, cumpriu a sua missão na terra. Regressou a ela. Está em paz.

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  9. O tempo acaba com tudo. É mesmo uma questão de tempo.
    O poema é magnífico, gostei.
    Boa semana caro amigo.
    Um abraço.

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  10. Caro Poeta/Pintor
    O poema move-se numa delicada tensão entre memória e esquecimento, revelando o passado como algo íntimo, vulnerável e inevitavelmente transitório.
    Há nele uma serenidade melancólica muito bela, onde as imagens da “janela aberta” e do “tacto de lugares interditos” ampliam a dimensão sensorial da recordação.
    O fecho, marcado pela inevitabilidade do desaparecimento, deixa no leitor um eco subtil e profundamente humano.
    Uma bonita e sentida homenagem.
    Boa semana.
    :)

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    1. O autor aprecia a beleza deste seu comentário. As palavras, as ideias que aqui deixou, tornam o meu escrito mais emotivo.
      Muito Obrigado.
      Um abraço.

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  11. para que não fique na gaveta do esquecimento...
    uma significativa homenagem
    Um Abraço

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    1. Muito merecida homenagem, Grande Obra o Homem nos deixou.
      Um abraço.

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  12. Boa tarde Poeta,
    Um poema magnífico de homenagem ao Grande Abel Manta!
    Um poema que transmite uma visão melancólica da memória, que preserva o passado por algum tempo, mas não consegue impedir a ação inevitável do tempo e do esquecimento.
    Que através da sua Obra seja sempre lembrado o Homem e o Artista!
    Beijinhos,
    Emília

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