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Lenço é separação ___ diz o povo
o que ficou de ti
foi um saco do Grand Palais
do lenço que te ofereci 
que fará parte da minha colecção 
de inutilidades
os vindouros vão perguntar

para que guardou ele isto? 

e lançarão todas as minhas recordações 
no lixo comum.

 




18 comentários:

  1. Este belo e melancólico poema reflete sobre a fragilidade das memórias e o destino inevitável dos objetos afectivos.

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    1. Os objectos afectivos morrem com o seu proprietário, a menos que sejam valiosos.

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  2. Belíssimo. No fim, talvez não guardemos os objetos, mas o tempo que eles aprenderam a carregar. O que para uns será inutilidade, para quem viveu será sempre memória.

    Abraços
    Daniel

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    1. As memórias são apenas dos que as viveram, depois... nada.
      Um abraço.

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  3. Vivemos com tanta tralha e quando partimos os que ficam fazem uma escolha e o que não lhes interessa botam no lixo!
    Beijos e um bom dia!

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    1. É isso mesmo, não há poesia que resista.
      Bom dia.
      Um abraço.

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  4. Apenas para recordar momentos felizes e um dia...são deitados ao lixo....Porque tudo continua a ser um ciclo...de renovação...
    Beijos e abraços
    Marta

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  5. Não tenha tanta certeza assim, eu guardo aí o santinho da minha mãe e o seu avental. Mas é claro que não se guarda tudo. Um abraço

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    1. Depois de nós só fica o que tem valor material, as nossas memórias, como eram só nossas, acabam.
      Um abraço.

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  6. Eu, que sou defensivo
    separo as memórias
    de tudo o que é recordação
    deito as recordações ao lixo
    e guardo as memórias no coração

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  7. :) Efectivamente. Para que serve um saco plástico?! Mas somos mais ou menos isso, guardamos o desnecessário quando não podemos guardar o necessário. Porque o necessário não é de guardar.
    Qualquer dia faz nova arrumação e lá vai saco, é questão de tempo (do seu; ou do deles). Quanto mais deixarmos, mais eles atiram fora, há que facilitar a função.

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    1. Tenho um armário onde guardo os objectos da minha devoção.
      Um abraço.

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  8. Temos sempre um cantinho que o coração pede para guardar coisinhas ,quase desnecessárias, que só nos sabemos quanto vale,.
    Poema nostálgico , a verdadeira declaração de amor. Gosto disso, L;
    Um abraço de retorno a sua casa.





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    1. Os objectos que ocupam a nossa memória morrem ao mesmo tempo que nós.
      Obrigado pelo simpático comentário.
      Um abraço.

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  9. Um poema cru, e tão real que até doi.
    Uma verdade indesmentível.
    A imagem ficou em sintonia.
    Desejo bom fim-de-semana, dentro do possível que este calor está demais...
    :)

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    1. Muito obrigado.
      O calor escalda os nossos miolos. Deito fumo.
      Um abraço.

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