Foto de Daniel Filipe Rodrigues
Quem assassinou o dia de hoje ___
___ perguntaram-me
fui eu ___ respondi
mas não tens a consciência manchada de sangue ___
___ disseram-me
mas há lágrimas em todas as horas ___
___ disse
silêncio
silêncio
silêncio
dei comigo a falar comigo mesmo
desde esse momento desejei
abrir a porta da prisão
ao assassino dos meus dias.

Não parece desejo inconcretizável. Em frente, marche! Há muito mundo para lá dos (seus) muros.
ResponderEliminarE boa sorte com isso:). Viva a liberdade!
Achei graça ao seu comentário. Obrigado pelo incentivo.
EliminarUm abraço.
Há dias em que nos sentimos prisioneiros e ansiamos por nos libertar... Quando conseguimos, o Mundo está lá...
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
São dias... assim.
EliminarUm abraço.
Esta belíssima e melancólica confissão poética apresenta uma profunda reflexão existencial sobre a depressão, o remorso, a autossabotagem e a passagem do tempo, utilizando a metáfora do "assassinar o dia" para descrever a apatia e o isolamento emocional.
ResponderEliminarComo sempre uma delícia de fotografia do primogénito.
Como sempre, uma análise precisa e esclarecedora. As fotos dele são preciosas.
EliminarHá dias assim... mas precisamos dar a volta e agradecer em vez de pensamentos negativos....
ResponderEliminarEstou indo para a frente.
EliminarUm abraço.
Somos mesmo nós que matamos muitos dos nossos dias, mas cada um deles é irrecuperável, por isso há que tentar lutar contra a tristeza que por vezes nos sufoca. Um abraço
ResponderEliminarTer consciência... é um desassossego.
EliminarUm abraço.
Boa noite Poeta,
ResponderEliminarUm poema muito profundo e reflexivo que lhe saiu do coração, algo entristecido!
O tempo, com a sua veloz passagem, tem que ser agarrado em cada dia, em cada minuto, com toda a nossa força e, porque não, coragem?
Vá em frente, amigo!
Beijinhos e uma boa semana com muita paz.
Emília
O autor está a ir, o autor não desiste.
EliminarUm abraço.
Matar os dias... é verdade, tantas vezes matamos os dias, com apatia, com recolhimento dentro de nós, com quietude
ResponderEliminarmas por cada dia que matamos, importa que façamos viver muitos mais.
a nossa "pegada" é deveras importante
Há um tempo em que damos conta de que na nossa vida há um cemitério de dias mortos.
EliminarMuitas vezes só nos podemos queixar de nós próprios...
ResponderEliminarBoa semana.
Um abraço.
Isso é verdade, as nossas escolhas podem ser decisivas.
EliminarBoa semana.
Um abraço.
Muda de Musa
ResponderEliminarEsta que te inspira
faz com que concentres os males do mundo
em ti próprio... e deixa-me inocente
injustamente
Vou pedir à Musa que sejas meu cúmplice.
EliminarTu já ganhaste a inocência à força de tanto me transportares para o centro de saúde e o hospital, neto meu.
EliminarCá estou, conforme prometi. e confesso-me fascinada tanto pelo poema quanto pela fotografia que o ilustra.
ResponderEliminarÉ bem verdade, L.: "Ter consciência é um desassossego"
Forte abraço!
Grande Maria João bem vinda.
EliminarÉ um gosto ver que voltou. Obrigado pelo comentário.
Um abraço.