Imagem de ChatGPT (fracção) 




O que disserem de ti depois de morreres
serão só mentiras
à mistura com coisas justas
o que dará mais credibilidade às mentiras
por isso
é melhor que te mantenhas vivo. 




 

26 comentários:

  1. No somos eternos y algún día tendremos que partir.
    Saludos

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  2. VIiva ou morta ,estou me maribando para quem falam de mim e é para o lado que durmo melhor! A imagem é muito bonita!
    Beijos e um bom dia!

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    1. Aprecio essa boa disposição. Não sabemos o que dirão de nós mas talvez fosse bom terem saudades de nós.
      Bom dia.
      Um abraço.

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  3. Bom, em princípio, depois de morto já não poderá ouvir:)
    Assim, talvez melhor se importar com aquilo que dizem agora.
    Ou...não se importar de todo!

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  4. Acredito
    no teu vatícinio
    e tudo farei
    para me manter vivo
    e tu
    segue as pegadas
    do teu conselho

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  5. a morte traz à tona uma boa miserabilíssima humana.
    às vezes começa logo no velório.
    a velocidade da passagem de bestial a besta muitas vezes ultrapassa o mais veloz dos bólides.
    e assim, vendo as "costas" dos outros, vamos imaginando as nossas, talvez por isso mesmo importa seguir a senda que traçámos enquanto vivos, depois de mortos nada importa

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    1. Estou muito de acordo consigo. Sendo assim... que siga a música!
      Um abraço.

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  6. Caro Poeta/Pintor
    Há poemas que precisam de muitas palavras para dizer pouco; este faz exactamente o contrário: com poucas palavras, abre uma reflexão bastante mais larga do que a sua extensão deixaria supor.
    “O que disserem de ti depois de morreres” coloca-nos desde logo perante o território da memória e daquilo que os outros constroem sobre quem já não pode responder. O poema não afirma simplesmente que depois da morte se contarão mentiras.
    A sua observação é mais subtil: essas mentiras virão “à mistura com coisas justas”. É precisamente essa mistura entre verdade e falsidade que lhes dará credibilidade. A mentira raramente precisa de ser absoluta para convencer; basta-lhe conservar alguns fragmentos de verdade.
    O efeito mais interessante nasce, porém, da conclusão: “por isso / é melhor que te mantenhas vivo.” Aparentemente ligeira, quase humorística, ela contém uma ironia amarga. Estar vivo significa ainda poder contestar, corrigir, desmentir, defender a própria versão dos acontecimentos. Depois da morte, essa possibilidade desaparece e a narrativa fica entregue aos outros.
    O poema fala, assim, da morte, mas também da fragilidade da verdade, da construção da memória e do poder da palavra alheia. E fá-lo sem solenidade excessiva: prefere a ironia, a economia verbal e um remate inesperado. É talvez essa combinação de lucidez e humor que lhe dá a força porque, no fundo, aquilo que parece um conselho divertido (“é melhor que te mantenhas vivo”) deixa no leitor uma pergunta bem menos divertida: quanto daquilo que ficará de nós será verdade e quanto será apenas uma mentira suficientemente bem acompanhada de verdade para parecer verdadeira?
    A imagem embora seja da IA está muito bem enquadrada.
    Boa semana, ou o que resta dela.
    :)

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    1. Os seus comentários são sempre muito lúcidos e esclarecedores. É compensador para mim, ler todas as suas considerações e, confirmar que os meus pensamentos encontram eco e identificação nos meus leitores/as, em alguns, certamente.
      Obrigado.
      Um abraço.

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  7. O poema, breve e mordaz, constrói-se sobre uma ideia paradoxal: depois da morte, a verdade sobre alguém mistura-se inevitavelmente com a mentira. E é justamente a presença de algumas “coisas justas” que torna as mentiras mais convincentes. Com ironia e lucidez, o poema transforma essa constatação numa conclusão inesperada e quase humorística: mais vale permanecer vivo. Por detrás do humor, fica uma reflexão inquietante sobre a memória, a reputação e a facilidade com que a verdade se deixa contaminar pelo que dela se conta...

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    1. Um comentário valioso que estabelece cumplicidade com o texto do autor. Depois de ser impossível repormos a verdade, estamos à mercê dos nossos amigos e inimigos.
      Um abraço.

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  8. O que dá credibilidade aparente na mentira é calma emocional de quem a conta. portanto o que dizerem sobre mim acreditarão.
    Conto com você ,,, rs Um beijo, Luís

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    1. A mentira, hoje em dia, já não envergonha os autores da mentira.
      Obrigado pela confiança.
      Um abraço.

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  9. Manter-se vivo apenas pelo que os outros dirão quando já nem por cá andemos?! E eu quero lá saber do que digam. Ou façam. Ou pensem. Terei o livro fechado, sem palavra que me chegue.
    Não dou a mim nem a ninguém tal importância. O existir na boca ou na mente dos outros após a vida que se viveu, que importância tem para cada um que foi e já não é?! Os que da lei da morte se vão libertando são de outra natureza. E, ainda assim não são eles que vivem, mas a obra; são extrínsecos à afectação.

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    1. Quem tem descendência tem alguma preocupação com a imagem que restará de nós. O facto de já não sabermos de nada não altera a vilania dos que nos calúniam.
      Um abraço.

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  10. Está a refletir sobre o seu legado pessoal e o impacto que tem na vida dos outros?

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    1. Diz respeito a todos. A reflexão a meu respeito nunca me revelará o que virá sobre mim depois de mim.

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  11. Há quem não se lembre de nós em vida, mas aparece chorosa na morte e relembra a pessoa com carinho no velório....
    Há aqueles que se lembram de nós em vida e na morte com carinho e amizade.
    Nem sempre há coerência nem na vida nem na morte...
    Beijos e abraços
    Marta

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  12. É muito melhor mantermo-nos vivos... Sempre criativo, meu Amigo Luís.
    Um beijo.

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  13. Boa noite Poeta,
    Um poema magnífico, como sempre, com o seu cunho tão pessoal.
    Curto mas cheio de reflexão e ironia, sobre a forma como a nossa história pode ser contada pelos outros depois da morte. Enquanto vivos, ainda temos voz para defender a nossa verdade.
    Beijinhos,
    Emília

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    1. Pena não podermos ver o que dizem de nós. Nem era preciso ver... só ouvir.
      Um abraço.

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