Foto de Daniel Filipe Rodrigues
Já não creio em nadaa dor do corpo e do espíritosempre reaparece nas madrugadascomo chumboou como um animal pesadoaninhado no abdómencomo se a vida fosse um corpo humanonascendo na bocae morrendo nas plantas dos pése a dor do corpo e do espíritoserá o sinal divinode que as blasfémias são castigadassem pau nem pedraesta dor mata-mehei-de ressuscitar mesmo descrentenem que seja noutra boca.

O poeta capta com precisão cirúrgica aquela agonia existencial e física que parece pesar mais durante a noite.
ResponderEliminarO poema profundamente visceral e doloroso contrasta com a beleza bucólica da fotografia.
A noite, a madrugada é de uma escuridão difícil.
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