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Concluo sem possibilidade de alteração 
que há em quase tudo uma oculta inutilidade
mas sempre receptivo a que cada dia 
possa ser um lugar verdadeiro

concluo sem possibilidade de alteração
que cada dia é um adiamento da prova
da necessidade do primeiro dia
de onde trazemos uma ruga de criança 

que afago nos convence
de que estamos vivos e queremos? 
ao menos que a lucidez
nos dê a ousadia de pensar. 



 

20 comentários:

  1. Se o primeiro dia nos deu a vida, é o pensamento ousado e a vulnerabilidade — a ruga que carregamos — que nos mantêm em movimento. O afago que nos convence a querer é, fundamentalmente, a própria teimosia em continuar procurando o verdadeiro.
    A fotografia é linda de morrer.

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    1. Compreendo a interpretação/explicação. Concluo que não há alternativa.

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  2. Diria:
    Pensar?
    Não é uma "oculta inutilidade", "um adiamento da prova" ?
    Só hoje... Como o primeiro dia, sem a "ruga de uma criança"!
    Tudo se pode alterar quando há a consciência do que o leva ao "lugar verdadeiro."


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    1. A consciência conduz-nos ao lugar verdadeiro que, poderá ser, lugar nenhum.

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  3. Um poema que nos convida a parar e a olhar para dentro. Entre a lucidez e a esperança, ficam palavras que nos lembram que cada dia pode ainda ser um lugar verdadeiro. Muito bonito e inquietante.....

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    1. Cada dia nos convence mais a pensar na inutilidade de cada dia.

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  4. Ese camino, es una invitación para seguir los senderos de la vida. No sabemos a ciencia cierta a donde nos conducirá ese camino y que será de nuestra vida si cambiamos de lugar.
    Saludos.

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    1. No sabemos nada, excepto que continuamos un viaje cuyo propósito y adónde nos llevará nuestro camino son desconocidos.
      Un abrazo.

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  5. Boa tarde Caro Poeta/Pintor
    Há neste poema uma reflexão serena sobre a vida, o tempo e aquilo que ainda procuramos em cada dia.
    Gostei especialmente dessa “ruga de criança” que nos devolve, de algum modo, a certeza de estarmos vivos.
    Gostei também da imagem de suporte.
    Bom Domingo.
    :)

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    1. A reflexão sobre a vida estrangula a nossa possibilidade de encontrar uma resposta.
      Boa semana.
      Um abraço.

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  6. O poema traz uma verdade profunda e provocativa: o excesso de pensamento pode paralisar a acção e a própria vivência.

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    1. Nunca há excesso de pensamento, o que há é uma tomada de consciência.

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  7. Sempre que estou lúcido, penso
    E se penso...
    ... logo, existo

    (só tu me inspirarias a dizer isto)

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    1. A questão está exactamente na justificação da nossa existência.

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  8. Digo que concordo, o pensamento é tudo o que nos pertence e distingue. Quando o meu se esfalfe de todo, os meus filhos ou quem seja, sabem: podem colocar-me onde bem lhes aprouver, o que resta de mim é apenas invólucro, já não se me dá o que lhe façam. O invólucro só vale para mim enquanto tenho plena consciência de que existo também com ele.
    Boa semana, Nuvens

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    1. Compreendo e concordo, isso é uma tomada de consciência.
      Boa semana.

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  9. Pensar é existir...é viver o tempo sem o ignorar totalmente.
    Beijos e abraços
    Marta

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  10. Há coisa inalteráveis e, por isso, são definitivas.
    Sem inutilidades como seriam as vidas humanas? Se calhar não há nada de inútil na vida.
    Magnífica reflexão poética. Também gostei da foto.
    Boa semana.
    Um abraço.

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    1. A natureza inventou-se a ela própria incluindo-nos a nós no seu invento.
      Boa semana.
      Um abraço

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