Concluo sem possibilidade de alteraçãoque há em quase tudo uma oculta inutilidademas sempre receptivo a que cada diapossa ser um lugar verdadeiroconcluo sem possibilidade de alteraçãoque cada dia é um adiamento da provada necessidade do primeiro diade onde trazemos uma ruga de criançaque afago nos convencede que estamos vivos e queremos?ao menos que a lucideznos dê a ousadia de pensar.

Se o primeiro dia nos deu a vida, é o pensamento ousado e a vulnerabilidade — a ruga que carregamos — que nos mantêm em movimento. O afago que nos convence a querer é, fundamentalmente, a própria teimosia em continuar procurando o verdadeiro.
ResponderEliminarA fotografia é linda de morrer.
Compreendo a interpretação/explicação. Concluo que não há alternativa.
EliminarDiria:
ResponderEliminarPensar?
Não é uma "oculta inutilidade", "um adiamento da prova" ?
Só hoje... Como o primeiro dia, sem a "ruga de uma criança"!
Tudo se pode alterar quando há a consciência do que o leva ao "lugar verdadeiro."
A consciência conduz-nos ao lugar verdadeiro que, poderá ser, lugar nenhum.
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ResponderEliminarUm poema que nos convida a parar e a olhar para dentro. Entre a lucidez e a esperança, ficam palavras que nos lembram que cada dia pode ainda ser um lugar verdadeiro. Muito bonito e inquietante.....
Cada dia nos convence mais a pensar na inutilidade de cada dia.
EliminarEse camino, es una invitación para seguir los senderos de la vida. No sabemos a ciencia cierta a donde nos conducirá ese camino y que será de nuestra vida si cambiamos de lugar.
ResponderEliminarSaludos.
No sabemos nada, excepto que continuamos un viaje cuyo propósito y adónde nos llevará nuestro camino son desconocidos.
EliminarUn abrazo.
Boa tarde Caro Poeta/Pintor
ResponderEliminarHá neste poema uma reflexão serena sobre a vida, o tempo e aquilo que ainda procuramos em cada dia.
Gostei especialmente dessa “ruga de criança” que nos devolve, de algum modo, a certeza de estarmos vivos.
Gostei também da imagem de suporte.
Bom Domingo.
:)
A reflexão sobre a vida estrangula a nossa possibilidade de encontrar uma resposta.
EliminarBoa semana.
Um abraço.
O poema traz uma verdade profunda e provocativa: o excesso de pensamento pode paralisar a acção e a própria vivência.
ResponderEliminarNunca há excesso de pensamento, o que há é uma tomada de consciência.
EliminarSempre que estou lúcido, penso
ResponderEliminarE se penso...
... logo, existo
(só tu me inspirarias a dizer isto)
A questão está exactamente na justificação da nossa existência.
EliminarDigo que concordo, o pensamento é tudo o que nos pertence e distingue. Quando o meu se esfalfe de todo, os meus filhos ou quem seja, sabem: podem colocar-me onde bem lhes aprouver, o que resta de mim é apenas invólucro, já não se me dá o que lhe façam. O invólucro só vale para mim enquanto tenho plena consciência de que existo também com ele.
ResponderEliminarBoa semana, Nuvens
Compreendo e concordo, isso é uma tomada de consciência.
EliminarBoa semana.
Pensar é existir...é viver o tempo sem o ignorar totalmente.
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
Estamos vivos.
EliminarUm abraço.
Há coisa inalteráveis e, por isso, são definitivas.
ResponderEliminarSem inutilidades como seriam as vidas humanas? Se calhar não há nada de inútil na vida.
Magnífica reflexão poética. Também gostei da foto.
Boa semana.
Um abraço.
A natureza inventou-se a ela própria incluindo-nos a nós no seu invento.
EliminarBoa semana.
Um abraço