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A vidafoi-me entregue assimnas mãoscom cânticoso modo de a usarfoi como um docelambuzei-me com elaaté ao exageroaté à doençaaté ao sustoa vidasem instruções de usosem prazo de validadesem possibilidade de recusacom a infantilidade de a viverem modo de infinitudenegando Deus e os seus milagresfoi-me oferecido um fimpara o qual não me avisaramà nascença involuntáriaa vidaé uma trágica ditaduraentregue à tarefa do tempocom quem convivoencaro-o pacificamentesento-me à mesa com elee peçodois chás e duas madalenasisto é a vidae o modo de a usar.

Olha, Olha gostei muito deste poema como o narras e a foto muito bem escolhida!
ResponderEliminarBeijos e um bom dia!
Muito obrigado.
EliminarBom dia.
Um abraço.
Introspectiva sobre a condição humana, o excesso na juventude e a aceitação serena da finitude.
ResponderEliminarA vida é retratada como uma experiência sem manual de instruções, culminando numa convivência pacífica com o Tempo.
A vida é uma ditadura do tempo... sem alternativa.
EliminarA ideia é de que "não importa o que fizeram de nós, o que importa é o que fazemos com o que fizeram de nós".
EliminarUma referência da nossa juventude que... permanece até hoje.
EliminarQue melancolia tão realista!
ResponderEliminar-
Coisas de uma Vida....
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Beijos
Boa semana
Ficámos melancólicos... é próprio do lugar onde chegámos.
EliminarBoa semana.
Um abraço.
A vida pode derrotar-nos à partida ou leva-nos a lutar contra o rumo imposto... Mas depois o Tempo torna-se inevitável.
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
É resistir.
EliminarUm abraço.
Chá e Madalenas é o Outono estação e o Outono Vida, é bonito também, a vida tem muitas estações e não temos nem podemos ter sempre o mesmo folgo, energia e garra, mas ganha-se outras coisas, bem presentes na serenidade do poema.
ResponderEliminarO Outono é uma estação onde se faz o saldo da nossa experiência de vida.
EliminarUm abraço.
Pois. À nascença, para que quereria o aviso se o não entendia?! Porque quando criamos alguma consciência, e ainda que a morte nos pareça coisa que só acontece aos outros, vamos dando a cada hora conta dos limites, há até quem lhes chame boa educação, regras da convivência social, etc.
ResponderEliminarConviver com ela é o nosso ofício. A forma como cada um entende a convivência, diverge - de uns a outros e do mesmo no tempo que o vai devorando. Essa é que é essa.
E cara alegre que estar e poder mexer-se indo de um lado a outro não é benesse de todos.
A poesia não responde a nada, por vezes, é até absurda mas... foi uma grande invenção para nos mostrar que o mundo e a vida não é só a constatação da realidade.
EliminarUm abraço.
A vida! Um mistério.
ResponderEliminar"A vida
sem instruções de uso
sem prazo de validade
sem possibilidade de recusa"
Nascemos num dia qualquer e morremos da mesma forma.
Um abraço
Olinda
Só depois de termos consciência disso é que começamos a viver.
EliminarUm abraço.
Pois é: a vida é mesmo uma ditadura do tempo e sem prazo de validade. Por isso há que aproveitar cada dia como se fosse o único. A fotografia tem uma loiça muito bonita.
ResponderEliminarTudo de bom, meu amigo.
Um beijo.
Estamos a respirar, a olhar, a ouvir o que de melhor podemos escolher... aproveitamos.
EliminarUm abraço.
"dois chás e duas madalenas" , isso aí ! nossa mesa sempre acompanhados, mesmo que seja no sonho .
ResponderEliminarUm poema lindo ensinando a encarar avida .
Beijinhos , L
Sempre precisamos de alguém.
EliminarUm abraço.