Já estive exilado várias vezesdentro do meu próprio exíliode vez em quando largo-me por aí foranum barco de papel que eu próprio façomas não vou longepasso de um lado para o outrodo lago do jardim da cidadedivirto as crianças mas irrito o guardaquando vê cisnes assustados a esvoaçaremacabo com água pelo joelhomas interrompo o exílio dentro do meu exílionunca chegas para me salvar do ridículoou talvez seja por isso que nunca chegas.
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